quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Relato de Parto - Laura

Vocês devem estar se perguntando: "Por que um relato de parto neste blog?". Bom, porque mostra o dia-a-dia de uma mãe que tem um cão e, neste relato, conto como Suzie se tornou ainda mais especial para todos nós. Como a relação cão e dono pode ser profunda, mesmo sendo duas espécies diferentes. Espero que gostem!


RELATO DE PARTO – LAURA

O parto da Laura não aconteceu só no dia 5 de setembro de 2012. Aconteceu muito antes dela ser apenas um feijãozinho na minha barriga. Começou quando percebemos que, mesmo após uma cesárea desnecessária poderia parir de um jeito respeitoso, e não ter que passar novamente pelo trauma de uma cirurgia.

Assim, nos descobrimos grávidos no dia 31 de dezembro. Já desconfiávamos, só quisemos esperar mais uns dias do atraso da menstruação para termos certeza.

Logo depois da descoberta, já procurei contatos de doulas e uma amiga indicou a Rosana Oshiro. Me encontrei com ela logo no comecinho da gestação e, juntas, decidimos pelo parto domiciliar. Ela me passou contato de algumas parteiras e decidi fazer minhas consultas e o parto com a Ana Cristina Duarte. Ela me explicou exatamente como seria, quem acompanharia o parto, me indicou outras médicas humanizadas para eu fazer uma consulta, caso precisasse ir para o hospital, e que trabalhava junto com uma neonatologista, a Ana Paula Caldas. O legal é que formamos um laço de amizade, coisa que nunca você forma com médicos de convênio.

Como sabíamos que ter um parto domiciliar não é muito bem-visto, decidimos não comentar como seria o nascimento da Laura, para não preocupar ninguém. Mas já sabíamos que seria em casa, com a participação da família, como deve ser.

Os meses foram passando, a barriga crescendo e os medos surgindo. Quando batia o medo, conversava com o Luis, com a Rosana e com a Ana Cris. E os três me falavam pra confiar no meu corpo, que ele sabia o que estava fazendo.

Conforme o tempo passava, eu ficava mais segura e calma quanto ao parto. Tanto que, no dia 4 de setembro, quando comecei a sentir umas cólicas mais fortes, eu continuei fazendo o normal: passeei com as meninas, levei e busquei na escola a pé, fiz pão e bolo (ainda bem, as meninas puderam comer – e eu também – no dia do parto). Só não dormi, porque, às 23h, as cólicas, então contrações, já estavam menos espaçadas e mais fortes. Deitar, nessa hora, não era uma opção.

Luis passou a noite em claro comigo, me ajudando, fazendo massagem, dançando comigo, colocando bolsa de água quente nas minhas costas, falou pra eu tomar banho e ficar no chuveiro jogando água. E, enquanto eu estava no chuveiro, ele já foi preparando o terreno para o parto. Algumas horas eu pedia pra ele ligar logo pra Rosana, mas decidimos esperar, porque não sabíamos quanto tempo ela teria que ficar com a gente, e deixá-la dormir e ficar descansada. Me lembro de ter perguntado para o Luis se ele ficaria bem se eu dançasse com a Rosana também (e eu dancei). Risos. Claro que ele deixou =P

Às cinco da manhã ligamos pra Rosana e falamos com ela. Ela então pediu pra eu voltar para o chuveiro, para ligar para a Ana Cris e que já chegaria em casa. Eu já tinha ido antes, já que a água alivia bastante a dor. Mas fui de novo, enquanto o Luis preparava o café da manhã, já que levaríamos a Lê na escola. E ligamos pra Ana Cris, que pediu que ligássemos de novo assim que a Rosana chegasse. Quando a Rosana chegou, eu estava com contracões muito próximas umas das outras, a cada 2 ou 3 minutos, e duravam cerca de 1 minuto a 1 minuto e meio, mas a dilatacão estava em 1cm, ou seja, o ritmo das contracões foi muito intenso desde o comeco. Quando a Ana Cris fez o exame de toque, deu uma ajudazinha no colo: o ritmo ficou mais lento e eu relaxei um pouco mais.

Nessa hora as contrações já estavam mais intensas, e só aí que a Suzie começou a me doular também. No comecinho ela ficava junto, mas só olhando.

Pouco antes das 7h a Rosana chegou. Conversamos um pouco e ela começou a marcar as contrações. Meu medo voltou, mas por outro motivo: eu não havia visto tampão nenhum sair e, na minha cabeça, ele tinha que sair pra eu poder entrar em trabalho de parto. Aí a Rosana me tranquilizou, dizendo que no parto da sua caçula, o tampão só foi sair quando ela já estava nascendo. Aí logo ela ligou pra Ana Cris.

Enquanto isso, entre uma contração e outra, ajudei o Luis nos preparativos da Letícia, que estava se arrumando pra ir pra escola: arrumei seu cabelo, passei o batom e, depois, ela montou em cima de mim, brincando de cavalinho, enquanto eu estava tendo uma contração... risos.
Letícia brincou bastante com a bola, que eu quase nem usei, preferi as massagens mesmo e ficar no sofá. Logo estava tudo pronto pra Lê ir pra escola, e lá seguiram Luis, Letícia e Suzie. Aí Rosana lembrou: “Cadê o U2?”. Putz, como posso ter esquecido de colocar? Aí coloquei logo, um CD bem bacana deles. E a trilha sonora foi todinha deles, como eu queria desde o começo.

Ana Cris chegou aqui por volta das 9h. A Rosana falou das contrações, como estavam e tudo o mais. Afinal, eu não entendo nada disso, elas tem mais experiência, não sabia em que estágio eu estava. Aí a Ana Cris me examinou, mas sempre com muito cuidado e SEMPRE pedindo permissão se podia, me deixando bem à vontade. Aí o danado do tampão saiu. Finalmente! Menos uma minhoca na minha cabeça.

Quando Luis chegou, Rosana e a Ana Cris foram buscar a banheira pra eu poder ficar lá e relaxar. Me lembro de elas entrarem e eu estar  de sutiã e falar “Ai, a porta! Os vizinhos!” e o Luis falou “Relaxa, duas são mulheres e um é velhinho” e a Ana Cris emendou “Se é velhinho, então você ainda vai dar mais 3 anos de vida pra ele, vai fazer é uma boa ação!”

Preparada a banheira, entrei. Como a água relaxa! Fiquei mais tranquila mas, ainda assim, não dispensava uma massagem nas costas pra ajudar (tava mais pra esmagamento nas costas, porque eu pedia pra fazer BEEEEEM forte – e a Rosana e o Luis revezavam. No dia seguinte, minhas costas doíam no lugar da massagem... risos).

A partir do momento que fui para a banheira, Suzie começou a ajudar mais também. A cada contração mais forte, lá vinha ela me encher de lambidas. Quando passava, ela voltava ao seu posto de observação, que era ao lado da Ana Cris, no sofá.

Ana Cris me examinou mais uma vez, pra ver como andava a evolução do parto. 4cm e batimentos cardíacos da Laura perfeitos. Tudo correndo bem, conforme o planejado. Além da banheira, eu também ia para a banqueta porque a posição vertical ajuda na dilatação e encaixe do bebê. Fomos tentando várias posições, só não fiquei andando. Eu queria mais era água, massagem, carinho e lambidas.

Foi chegando perto da hora de buscar a Lê, e decidimos deixá-la na escola mesmo (para o almoço ela já ficaria), porque ela iria querer ficar brincando e não teria como alguém brincar com ela. Lembro que Luis perguntou quando ela acharia que nasceria, e a Ana Cris falou que achava que seria lá pelo meio da tarde.

Logo eu já não estava mais no mundo real. Estava em um lugar chamado Partolândia, onde você não percebe o que acontece à sua volta, você fica num mundinho só seu. E, como não poderia deixar de ser, fala um monte de coisas sem sentido e asneiras. Nessa hora que fica engraçado para quem acompanha.

Seguem as frases que eu dizia enquanto estava neste lugar (relatadas pelo Luis e pela Rosana):

Socorro Ana Cris!”; “Me ajuda, Rosana!”, “Eu tô exausta”; “Por que não acaba logo?”; “Ela não vai nascer mais!”; “Eu não tô conseguindo” (Nessa hora Ana Cris falou pra eu falar “Eu consigo” e mudei a frase).

Diálogos:
Estou com medo”
E o que falamos pra Lê quando ela tem medo?”
Que tudo bem sentir medo”
Então tudo bem você sentir medo”

Ana Cris, faz vasectomia no Luis agora”
Sim, eu o transformo num eunuco feliz, tá bom?”
Luis: “Mas você quer que ela corte tudo, Fu?”
Não, as bolinhas não, só os fiozinhos”

Luis: “As crianças da escola estão fazendo o maior barulho”
Vou mandá-las à merda”
Vai na janela e grita, vai fazer sucesso”

Também pedia ajuda a Deus e, com certeza Ele ajudou.

Mais uma vez Ana Cris me examinou e eu já estava com quase 8cm de dilatação. Aí ela ligou para Ana Paula, neonatologista, para que viesse e, se bobeasse, ela chegaria com a Laura já nascida. Lembro que nessa hora eu pedia muita ajuda, dizia que estava cansada e tudo aquilo que escrevi lá em cima. E eu só ouvia o Luis atrás de mim, emocionado, e sem saber direito o que fazer (mas ajudou demais com as massagens, carinho e palavras de incentivo, assim como as meninas).

Um pouco mais e eu já estava pronta pra deixar a Laura nascer. Primeiro tentamos na banheira mesmo, que era o que eu queria no começo. Primeiro saiu a bolsa e eu lembro de ter ouvido uma das duas falarem “será que vai nascer empelicado?”, mas era só a bolsa mesmo. Ana Cris foi ajudando, ajudando aí falou pra eu ir pra banqueta, que seria mais fácil. Aí Luis ficou sentado atrás de mim, me dando apoio (físico e emocional), Ana Cris incentivando e Rosana fotografando. Nessa hora Luis deixou a Suzie no nosso quarto porque, como a Laura iria nascer JÁ, ela poderia ficar curiosa demais e ir cheirar tudo... risos.

Eu falava que não queria chorar e todos disseram que eu podia chorar à vontade, que isso faria bem, que ajudaria a espantar o medo. Aí, chorei todo meu medo e logo em seguida nasceu a Laura e quem chorou foi a Rosana (trecho escrito por ela).

Ana Cris colocou um espelho pra eu e Luis vermos: e lá estava a cabecinha aparecendo. Aí eu fiz força, muuuuuita força, e passou a parte mais difícil =P
Depois, mais uma força e Laura nasceu, de olhos abertos, atenta a tudo. Deu um gritinho. E logo veio pro meu colo. Não foi separada de mim. Ana Cris e Luis me ajudaram a ir deitar no sofá e lá ficamos, Laura e eu, ela mamando já, sem cortar o cordão. Aí sim, Suzie foi devidamente apresentada à maninha mais nova, que foi super bem-recebida com lambeijos nos pés minúsculos.


Ana Paula chegou um pouco depois da Laura nascer. Foi só então que o cordão foi cortado: Luis quem o cortou, enquanto ela mamava e eu comia. Só depois de um tempo é que ela foi pega para ser pesada, trocada. E eu também, fui ser examinada e coloquei uma roupa. Tive uma pequena laceração, que nem de ponto precisou. Eu estava ótima! Laura idem.

Logo depois de cortar o cordão, Luis foi pegar a Letícia na escola, que estava toda feliz por saber que sua irmã tinha chegado. E foi avisando a todos que encontrava na rua: “Laura nasceu!”. Chegou em casa e já foi ver a irmãzinha, com um sorrisão.

Nasceu pesando 2,990kg, às 14:44h, de uma forma humana, com respeito, carinho, em casa, em paz, como todos deveríamos nascer. Nada de furos, cortes, remédios, colírios, separação: só respeito e amor.
Posso dizer que permitir que Laura viesse ao mundo dessa forma lavou a minha alma depois da cesárea desnecessária pela qual passei para que a Letícia pudesse nascer. Foi libertador, eu pude confiar em mim, em meu corpo. Acreditar que eu conseguiria sim, que eu não tinha nenhum defeito de fábrica que não me permitia ter o parto que eu desejava.
Em todos os momentos fomos respeitados: pude comer, sentar, ajoelhar, ficar dentro d'água, fora dela, ficar junto de pessoas amadas, calor humano e canino. E ainda ouvindo minha banda preferida: U2 (foram dois CDs que tocaram: The Joshua Tree e The Best of 1980-1990. U2, agora, tem um significado todo especial pra mim). 
Se eu tivesse outro filho, seria dessa forma que ele nasceria, não imagino mais um nascimento ser de outro jeito. Só me arrependo de, na época da gravidez da Lê, não ter conhecimento dessa possibilidade, dessa forma linda de nascer, de ter acreditado que eu não podia. 

Só tenho que agradecer à todos: ao Luis por ter acreditado que o parto domiciliar era possível, ter apoiado essa escolha desde antes de engravidarmos e ter ficado ao meu lado sempre; à Rosana, doula-amiga-fotógrafa, que além de me ajudar nos momentos de medo, tirar um monte de dúvidas e me apoiar pra caramba, me encorajou a tirar sim fotos do dia, que eu me arrependeria (porque eu não queria foto nenhuma, mesmo), e se tornou uma amiga de coração; à Ana Cris, que também foi me dando a maior força mês a mês, a cada consulta, criando laços de amizade também não só comigo, como com a Letícia e o Luis; à Ana Paula, que veio de Campinas para cuidar da nossa pequena e nos ajudar a cuidar dela, tirando dúvidas e mais dúvidas, além de muitas dicas preciosas; à Letícia que, mesmo maluquinha e não ficando aqui, tem cuidado bem da irmãzinha (apesar dos ciúmes); por último, mas não menos importante, à Suzie, minha mini-doula, que não arredou o pé (no caso, a pata) do meu lado durante todo o processo, que fica ao meu lado enquanto cuido das pequenas, que deixou de comer enquanto eu estava em trabalho de parto, minha amiga de patas: especial mesmo! Obrigada, obrigada, obrigada!

Todos felizes e reunidos (só faltou o Luis, que bateu a foto). Suzie, Ana Cris, Letícia, eu, Laura, Ana Paula (agachada) e Rosana. Parabéns!


Abaixo, os relatos da Rosana e da Ana Cris, ambos publicados na internet.  


Com a palavra, Rosana Oshiro (doula): Esse não é um post comum, mas um post sobre amor, respeito, carinho, companheirismo e maternidade. =)

Esse post é sobre a chegada de uma linda princesinha chamada Laura, uma princesa que foi recebida em 05 de Setembro de 2012, no aconchego de seu lar, na Vila Gumercindo em São Paulo, da forma como toda criança deveria ser recebida a esse mundo.

Só para contar um pouquinho da história: a Fúlvia me procurou (indicada por uma amiga do FB) bem no comecinho da gravidez para me falar de sua insatisfação com o nascimento de sua primeira filha (que foi através de uma cesarea desnecessária) e que queria te toda forma um parto normal dessa vez, e eu me propus a ajudá-la.

Falei com toda franqueza sobre a atual situação dos hospitais de convenio (90% de cesareas) e que a melhor opção para quem quer um parto digno e de respeito no Brasil é o Parto Domiciliar, ela comprou a idéia na hora.

Na semana seguinte, ela fez contato com as parteiras que indiquei e logo marcamos uma visita a sua casa.

Conheci a Lelê e o Luiz, além da filha-canina Suzie. ;P

A Fú foi até minha casa com sua familia uma vez também e conheceu toda minha turminha. Criamos uma relação de amizade e foi muito, muito bom estar com ela nessa hora tão maravilhosa e inspiradora que foi o parto da Laura.

Eu quero agradecer imensamente a Fulvia, o Luiz, a Letícia, a Suzie e a Laura que me permitiram fazer parte de um momento tão intimo e tão emocionante, e o qual pude registrar com muito prazer.

Agradeço também a parteira Ana Cristina Duarte, realmente humana e humanizada, que lutou e luta tanto para que as mulheres sejam tratadas com respeito em seus partos e recebe os bebês sem esfregá-los, furá-los ou aspirá-los sem necessidade.

Abaixo um mini-relato feito pela própria parida hoje pela manhã. =P 
Desde o dia 4 eu comecei com algumas contrações fraquinhas, como cólicas mesmo, que se intensificaram às 11 da noite. Aí, claro, não dormi, pq elas vinham a cada 7 minutos. Às 5 da manhã, vindo a cada 3 minutos, ligamos pra Rosana Oshiro, que chegou aqui por volta das 7h. Cerca de 1h e meia depois chegou a Ana Cristina Duarte.

Depois de um início de trabalho de parto demorado, em 2h dilatei os 5cm que faltavam pros 10cm necessários, sem uso de ocitocina, nem nada!!!! Foi bem rápido o final, tanto que a Ana Paula Caldas chegou com a Laura já nascida hehehehe.

Não poderia haver equipe melhor pra nos ajudar a trazer essa pequenina ao mundo! E os habitantes da casa não deixaram a desejar também! Luis participou de tudo, me dava a mão, fazia massagem, dava beijo... Suzie, a cada contração mais forte que eu tinha, vinha me encher de lambidas. Já arrumei uma profissão pra ela: doula :) Acabamos deixando a Lê na escola, porque seria entediante pra ela não ter o que fazer (fora que no começo ela me usou como cavalinho, bem no meio de uma contração... foi tãããão agradável...rs).

Então foi isso, beeem resumidinho. Nasceu perfeitinha, às 14:44h, com 2,990kg, em casa, sem ser furada, espremida, retirada, separada... No conforto e na (relativa) paz do lar. Ao som de U2 hahahahaha. Mas não me perguntem qual a música que estava tocando: eu estava na famosa "partolândia".

Parabéns a equipe que nos ajudou e muito, muito obrigada por nos permitir viver tudo isso, a realizar esse sonho.

Com a palavra, Ana Cristina Duarte (obstetriz): Daí ela sentou na banqueta verde, e fez tanta força, tanta força, que não sobrou outra alternativa à Laura senão nascer. Às 14:44h nasceu no conforto de sua casa, branquela e loirinha como sua irmã. E a vida continuou naquele apartamento na Vila Gumercindo, com mais um bebê nascido em paz. Parabéns querida Fúlvia Andrade!!!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Tiradas da Letícia

Do alto dos seus 4 anos e meio, Letícia está com cada tirada de nos fazer rir aos montes (e também com umas malcriações de nos tirar do sério...). Seguem algumas delas:


1. Momentos antes de dormir, Letícia faz carinho e dá beijo na minha barriga. Aí me pergunta:
- Mamãe, é menino ou menina?
- Menina, filha, lembra?! É a Laura, sua irmãzinha.
- Ah, mas eu queria um irmão... quem vai ser o príncipe agora?
- O sapo, filha...
- Ah não, o sapo não fala e eu não quero outra princesa...
E começa o chororô... risos


2. Letícia e Luis, momentos antes de eu chegar em casa com a Suzie, no sábado de manhã: 

- Papai, arruma meu cabelo?
- Mas eu não sei, filha. Sua mãe que sabe.
- Papai, você não acha que já está na hora de saber fazer as coisas sozinho?

3. Eu e Luis assistindo um documentário no Animal Planet e a Lê fica na frente da TV. 

- Sai da frente, Lê.
- Papai, não é assim que se fala! Sem educação: é "dá licença".

4. Letícia brincando com o celular da titia solta a frase:

- Titia, eu gosto de você por causa do seu celular. Mamãe, papai, se vocês tiverem um celular igual ao da titia, vou amar vocês O.o

E depois, quando a titia foi embora:
- Mas eu preciso de um iphone!

Enquanto isso, nossa primogênita não dá nenhum trabalho... tem horas que eu dou graças a Deus pelos cães não falarem também... risos

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Novidades + divulgando coisas ótimas!

Antes de mais nada, feliz 2012!

Ando meio (muito) sumida, estou com várias ideias de posts para cá, sejam úteis sejam apenas coisas mais divertidas (como as pérolas da Letícia ou coisas que fazemos). Então, vamos fazer um resuminho das meninas =)

Suzie vai muito bem, obrigada! Tirou uns dias de férias da gente (e eu quase morri do coração), enquanto levávamos a Lê pra rever seus avós paternos e tios. Temos levado ela no Museu (quando o tempo deixa, né), onde ela corre, brinca, fuça, cheira, deita e treina um pouco.

Letícia se divertiu bastante desta vez, aproveitou muito mais que da outra. E já está na escolinha. Essa é a semana da adaptação, mas tá super tranquila. Segunda começa de verdade. Eu? Estou tranquila quanto a isso =)

O relacionamento das duas está ótimo! A Lê quer fazer tudo com a irmã; quando não posso dar atenção pra Suzie, ela que vai lá brincar; me ajuda com os treinos (adora usar o clicker!), fica triste quando a Su não sai com a gente. Muito legal de se ver. E a Su fica super relaxada ao lado da Lê, lambe, recebe beijos e carinhos, tá sempre do lado dela (e recebe todas as outras crianças do mesmo jeitinho - acho que fiz um ótimo trabalho com ela, que não tem medo e não apenas TOLERA, mas gosta de crianças).

Agora, a novidade. Dia 31/12 descobrimos que seremos pais de novo. A Lê diz que será uma irmãzinha e sempre me pergunta se vai demorar pra nascer. A Su fica mais por perto de mim. E eu fico enjoada a maior parte do dia...

Mas é isso. Logo, logo os palpiteiros de plantão vão começar a dar dicas e mais dicas de várias coisas "úteis", como ciúmes, reações agressivas, doenças que a Su vai passar pro bebê e toda a lenga-lenga de novo, que me deixa super feliz! E já tenho várias respostas atravessadas prontinhas para dar =P

E, como não poderia deixar de ser, tenho algo excelente pra compartilhar com vocês. Um texto MUITO LEGAL sobre uma moça com três filhos caninos à espera da filha humana e como ela, assim como eu, tem adaptado os três à nova rotina ANTES da chegada do bebê. Vale muito a pena ler, viu?! E que mais mulheres mães de cachorro não desistam desse título ao se descobrirem mães de gente também. Leiam aqui!

domingo, 6 de novembro de 2011

Passeio no Museu, nosso parque do coração

Desde que temos a Suzie vamos no Museu passear. Quando veio a Lê, continuamos indo: no começo ela ia no sling, apreciando a paisagem e ficando sempre juntinho da gente.

Seguem agora algumas fotos do nosso passeio pelo Museu, o parque que a gente mais vai, faz piqueniques e leva os amigos/parentes para uma visitinha básica de algumas horinhas... risos.

Letícia e Luis brincando de jogar bola

Letícia e Luis brincando de jogar bola (em outro ângulo)

O Museu visto pelo parquinho infantil

Caminho e meus três amores (reparem em como os postes de iluminação são lindos!)

Detalhe do poste de luz

Uma vista do Parque da Independência

Luis e Letícia brincando de bola

Suzie descansando depois da corrida

As meninas e eu vistas por trás...

... e agora pela frente

Bandeira do Brasil (eu acho ela linda!)

O Monumento... babo nele! Lindo demais, adoro vê-lo sempre que vamos por lá (só não tiramos foto do rio Ipiranga por ele ser muuuito feio... e foi ali que declararam a indepedência)

O fogo que nunca se apaga... é legal sentar lá e ficar observando... à noite então, é muito lindo

O Museu do Ipiranga propriamente dito, e seus jardins (onde brincamos de "lobo mau")

Museu com uma linda flor pra enfeitar

Os três nos jardins do Museu (e uma mãe com o filho brincando de esconde-esconde ao fundo)

Flores do jardim... margaridas

Flores do jardim... agapanto

Suzie fazendo pose igual ao leão do parque

Letícia imitando a manina... risos

Agora, a vez da leoa, mas desta vez, sentadinha

E no começo era assim, no sling...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Lê de bailarina

Depois de muito tempo sem escrever aqui, deixo com vocês um vídeo da pequena super feliz com sua roupinha de bailarina, que ganhou da avó.

Ano que vem ela vai fazer balé na escolinha e não vê a hora de poder começar. Enquanto isso, ela vai dançando em casa mesmo, imitando os passos da Angelina Ballerina.

Divirtam-se! Depois escrevo mais sobre as duas, coloco fotos, vídeos, ok?!


sábado, 13 de agosto de 2011

Chegou o bebê. E agora?

Está mais do que na hora de escrever por aqui temas mais úteis, digamos assim, mas intercalados com as histórias das meninas.

Vou escrever uma série de matérias aqui sobre crianças/bebês e cães.

É comum ouvirmos a famosa frase: "Estamos esperando um bebê e não sei o que fazer com meu cão. E agora?". O interessante é que o cão vive com ela há anos e, por que já mudou em relação a ele? Sei que muitas vezes a dúvida nem parte do casal: mas sim de parentes, amigos e inclusive de médicos e livros que começam a dar palpites e colocar medos e mais medos nestas pessoas. O que mais se escuta ou lê por aí, quando anunciamos a gravidez é: "livre-se do cão, ele transmite doenças para o bebê!", "ele vai atacar o bebê achando que é outro bicho", "vocês estão loucos! Imagine o trabalho em ter filho e cão ao mesmo tempo!".

Acredite: ouvimos estas frases inúmeras vezes. Inclusive deixamos de comprar livros sobre gravidez que falavam explicitamente: livre-se do seu animal, qualquer que seja ele. Livros assim são um desserviço!!

Quando decidimos ter um cão, devemos ser totalmente responsáveis por ele, sabendo que um dia teremos filhos, e cuidar dele até ele passar para a ponte do arco-íris. A vida está sempre mudando e não é ético nos livrarmos de nossos cães simplesmente porque vamos ter um bebê ou nos mudar. Não foram eles que escolheram morar conosco, e sim nós que escolhemos levá-los para compartilharmos a vida.

Minha família não são somente os humanos: os animais estão aí incluídos. Quando acontece algo que mude nossas vidas, nos adaptamos para que todos possamos viver bem: humanos e não-humanos.

Que tal então nos adaptarmos à chegada do bebê?

Primeiro de tudo, cuide da higiene. Escove o cão (ajuda a retirar os pelos mortos), banhe-o (não mais que uma vez na semana - o ideal é dar o menor número de banhos possível, dependendo do cão) e cuide de sua saúde.

Agora que o bebê chegou, deixe que ele cheire-o. Não há nada de errado em ele querer conhecer o mais novo membro da família. Se isolarmos o cão do bebê, aí sim os problemas podem começar, porque ele deixará de receber atenção a maior parte do tempo e associará isso com a chegada do bebê. A chegada do bebê e a sua presença devem ser algo extremamente bom para o cão! Quando você estiver com o bebê (trocando fralda, dando banho, amamentando), deixe o cão por perto, faça carinho, ofereça petiscos, interaja com ele também.

Haja normalmente, mude o menos possível a rotina. Seu cão tem costume de passear? Passeie com ele e com seu filho. Será um momento especial para ambos! Acredite: minhas meninas adoram passear juntas e é um momento especial em família. E as duas gostam de andar! No começo a Lê ia no sling, porque eu não gosto de andar de carrinho... risos.

Quanto à transmissão de doenças, é muito mais fácil seu filho pegar uma doença de alguém que foi à sua casa, dos amiguinhos da escola e nos passeios. Ou seja: é mais fácil ele pegar doenças de humanos do que do cão da família. Aliás, uma ótima notícia: o contato desde cedo com animais de estimação estimula o sistema imunológico do seu filho, tornando-o menos suscetível a alergias e problemas respiratórios.

Mas nunca se esqueça: supervisão SEMPRE!! Por mais dócil que seja o cão, ele é um cão. Não só ele pode machucar seu filho, como seu filho também pode machucar o cão.

Sempre premie o cão por se comportar bem perto do seu filho. Um bom treino para se fazer é o da caminha (clique aqui para saber como fazê-lo).

O convívio cão x criança tem tudo para dar certo quando fazemos o que é certo!

Letícia mais novinha brincando com a Suzie no sofá

Já maiorzinha, na grama, num dia bem quente, querendo brincar

Abraçada com sua irmã canina

domingo, 24 de julho de 2011

Brincadeiras e Atividades com Crianças e Cães

Esta semana escrevi um texto para o site Mãe de Cachorro, sobre brincadeiras e atividades para se fazer quando se tem filhos humanos e não-humanos na mesma casa e queremos que a diversão seja em família, e não apenas do lado humano ou não-humano.

Querem saber mais? Cliquem aqui e leiam o texto na íntegra.