sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Aprendendo a usar o banheiro


Faz algumas semanas venho ensinando a Letícia a usar o banheiro. Ela já não fazia mais coco na fralda fazia tempo, pedia pra usar a privada. Aí, pensei: então, vamos tirar de vez e usar só pra dormir.

Claro, foram inúmeros xixis no chão - nunca limpei tanto xixi fora de lugar, nem quando a Suzie estava aprendendo a usar o jornal (já que ela veio sabendo fazer só fora de casa) - mas nunca coco: esse ela pedia pra ir.

Sempre com paciência, claro, limpava o xixi e explicava que ela precisava pedir pra ir no banheiro antes de fazer.

Teve dias que ela adorava fazer xixi nela mesma, pisotear no xixi (e cair bastante também) e lavar o cabelo - a Letícia tá lavando o cabelo, a Letícia tá lavando o rosto. Nessas horas, só tinha que rir mesmo.

O treino pra ir ao banheiro é assim mesmo: demorado, cansativo, temos que ter paciência e não ficar nervosa com a criança porque ela errou. Se ela errou, é porque ainda não entendeu, e não porque é uma criança má (o mesmo se aplica quando ensinamos um cão, sabiam disso? Aliás, muito do que uso pra educar a Letícia, uso pra educar a Suzie também - e tem dado muito certo, diga-se de passagem. Essa é uma das vantagens de se saber lidar com um cão - você acaba sabendo como lidar com uma criança também).

Fazendo esse treino, descobri que minhas meninas têm mais uma coisa em comum: o olhar de quem quer fazer xixi. As duas me olham do mesmo jeitinho, como quem diz: "mãe, me leva pra fazer xixi? Tô meio apertada aqui....". Verdade! A Letícia não pede explicitamente "mamãe, quero fazer xixi", como faz quando quer fazer coco. Ela me pede com o olhar. Então, mãe sempre atenta aos olhares das duas filhas agora. E têm também as mesmas atitudes, me seguem com aquele "olhar de xixi", como tenho brincado ultimamente.

Ontem foi muito engraçado. A Letícia entretida com seus brinquedos, dançando as musiquinhas dela e eu terminando de preparar os pratos de cada uma pra jantar. Aí, de repente, vem ela: "mamãe, a sala tá suja". Eu fui ver e vi umas bolinhas no chão. Coco. Ela esqueceu de me avisar que estava com vontade de fazer mas, mesmo assim, não fez na calça: abaixou as calças, agachou, fez coco beeem no cantinho, longe dos brinquedos. Achei a maior graça, mas não se pode rir na frente dela, né?! Senão, ia ser todo dia coco na sala, porque eu achei muito engraçado. Limpei e joguei na privada, pra ela ver. Depois de uma hora, me pediu pra ir fazer xixi e coco: que bonitinha, fez mesmo, os dois!

Outra vantagem de se ter cão é você ter em casa produtos que tiram o cheiro de xixi e coco. Eu os uso pra limpar os erros da minha filhinha pelada também, lógico!

E vamos seguindo com o treino, entre muitos acertos, alguns erros e muita diversão também. Afinal, nem tudo na vida é só trabalho: precisamos, e devemos, nos divertir em cada momento (e eu venho tentando aprender isso, preciso praticar mais minha diversão...).

Na foto, Letícia ainda com 1 aninho, mas já fazendo coco só no banheiro. E, claro, lendo revistas como a mãe =) Qual revista ela estava lendo? Cães & Cia hehehehehe.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Alguém pra ajudar

Eu fiquei protelando uma pessoa pra me ajudar em casa, para que eu pudesse ter mais tempo com as minhas meninas. Até semana passada.

O que aconteceu que eu mudei de ideia? Bom, aconteceu que a Letícia cresceu e precisa de muita atenção, de alguém que a oriente, precisa de carinho e amor de mãe, da mãe pra brincar. E eu, simplesmente, não estava conseguindo muito por conta das coisas em casa para fazer. Então, Luis e eu conversamos e chegamos à conclusão que seria bom ter alguém me ajudando duas vezes no mês (mesmo porque nossa cozinha, lugar que eu não estava conseguindo limpar decentemente, estava bem nojenta... risos).

Terça-feira passada a moça veio aqui me ajudar. A Letícia gostou muito dela, eu também, a Suzie então, nem se fala, mas ela se dá bem com todos. Foi muito gostoso: poder me preocupar apenas com o almoço e jantar das meninas, em poder passear com elas na rua, brincar com as duas.

Claro que nas semanas que ela não vem, eu vou mantendo a limpeza da casa e não deixei de fazer outras coisas também, necessárias.

Mas... por que que tudo na vida tem um mas? Luis chegou em casa hoje dizendo que tinha uma coisa pra me contar e que era sobre a moça. Eu logo falei: "ela está grávida". "Não... no dia seguinte que ela saiu daqui, ela foi no médico porque estava com o corpo cheio de brotoejas e o médico acha que é alergia a cães". Putz... incrível: nestes quase 5 anos de vida, com um monte de gente vindo aqui em casa, nunca ninguém teve alergia a ela. A Lê nunca teve alergia a ela, nem mesmo quando bebezica. Parece que ela ainda vem semana que vem mas, se ela realmente ficar assim, ela não vem mais.

Ai ai ai... acho que meus dias de Cinderela estão chegando de novo...

sábado, 24 de outubro de 2009

O Parto é delas


Não é um assunto relacionado a cães, mas a mães. Risos.

Como muitos sabem, faço parte de vários grupos sobre maternidade, parto, amamentação, bebês, crianças... e sobre cães e adestramento também, mas não é sobre isso o assunto do meu post.

Depois de um tempo que a Lê nasceu, uma pessoa me disse que eu fui enrolada, não existe falta de dilatação. Aí, comecei a procurar saber sobre o assunto e, realmente, fui enrolada. Infelizmente, só fui saber disso quando a Lê já tinha nascido, eu não poderia voltar no tempo e ter o parto que eu queria. Felizmente, saí da Matrix e tenho estudado muito, lido muito, pesquisado muito. Com certeza, o próximo será diferente. E, se eu conseguir plantar essa sementinha em alguém, ficarei muito feliz.

Hoje li um texto excelente sobre parto, sobre o absurdo das cesáreas desnecessáreas, sobre parto natural, sobre o péssimo atendimento hospitalar (verdade, nunca mais volto onde a Lê nasceu, NUNCA). O título do texto é O Parto é Delas (clique aqui para ler na íntegra, vale muito a pena). Se você pretende ter filho e não quer se arriscar com uma cesárea, pesquise muito, entre em listas de discussão, grupos de apoio, mude de médico. Será muito melhor para você e seu filho.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Se acostumar???

Venho aqui escrever sobre algo que aconteceu com a minha menina há 3 meses e perdura até hoje.

Tem uma amiga minha que tem uma filha seis meses mais nova que a Lê. Há três meses, ela pegou um brinquedo e bateu com tudo na cabeça da Lê. Nem preciso dizer que ela chorou e chorou (ficou roxo e com galo, pra vocês terem uma ideia). Chegou ao ponto de ver a menina (chamaremos de Bia, OK) e começar a chorar e tremer, gritando que tinha medo da Bia, que queria colo.

Resultado: fiquei 3 meses sem ir na casa da minha amiga e ela sem vir aqui com a Bia (vinha sozinha mas, mesmo assim, a Lê tinha associado a Mariana (nome fictício) à Bia e chorava de medo também).

Outro resultado disso é que a Lê, que nunca tinha medo de crianças, passou a abominá-las. E eu continuei socializando-a com crianças mais boazinha e ela acabou perdendo o medo delas, inclusive da Bia.

Hoje, estavam várias crianças na casa da Mariana e a Lê foi também. No começo ficou com medo, mas se soltou ao ver os brinquedos. Mas, não deu nem um minuto, a Lê estava brincando com o piano da Bia e ela chegou, bateu e empurrou com tudo ela no chão. Por pouco, ela não bateu a cabeça na raque (só não bateu porque eu a peguei rápido - infelizmente não consegui evitar a pancadaria, foi questão de um segundo de descuido). Aí, ela chorou, gritou, tremeu, pediu colo e pra vir embora.

Vim embora na hora, dei um banho pra acalmá-la. E o que me deixou furiosa foi que todas as mães falaram que a Lê era uma chorona, que a Bia não tinha feito nada, só era estabanada.

Aí, quando menos espero, toca o telefone e era a Mariana, falando que eu não deveria ter ido embora, porque assim a Lê nunca vai se acostumar, criança bate mesmo, tem que bater e apanhar pra acostumar, que eu vou sofrer se não fizer isso. Quase desliguei o telefone na cara dela. Só não falei nada porque senão ia começar a xingá-la. Mas eu duvido que, se os papéis fossem invertidos, ela diria este discurso (ou o aceitaria).


Chorando de medo da Bia. Realmente, é pra "acostumar"? Isso só porque a encontrou na rua, gente!!! Não vou sujeitar a Lê a esse pânico, pra quê?


Agora, está decidido: Nada de ir na casa da Bia nem dela vir aqui. E, se insistir, vou falar que ninguém tem que se acostumar a apanhar; se você apanhasse todo dia de alguém, continuaria visitando-o pra se "acostumar"?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Concurso Cultural Frontline

Oi pessoal! Dei uma sumidona, mas pretendo voltar a postar bastante aqui. Afinal, tem acontecido bastante coisa na nossa vida doida =)

Suzie e Letícia estão participando do concurso frontline =) Elas poderão entrar pro calendário 2010 da frontline / merial e tb ganhar 1 ano de frontline. Mas, pra isso, elas precisam de votos. Para isso, basta clicar aqui e digitar nome, e-mail e CPF. Procure por "Fúlvia" e vocês verão as duas meninas no colchão, sentadas juntas e, na outra foto, na cama, tomando sol. Votem nas duas hehehehehe.

Beijos a todos!
Ful, Suzie e Letícia

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Evolução dos Passeios

Quem acompanha o blog sabe como eu passeio com as meninas. Cedinho, só com a mais velha (a Suzie), por 50 minutos. No meio da manhã, com as duas, meia hora. Depois do almoço com as duas de novo, só pro xixi básico. À tarde de novo por meia hora. E à noite, uns 15 minutos, mas só o Luis com a Suzie (ou eu de novo).

Mas, com relação a Letícia, os passeios estão evoluindo. Desde bebezica ela ia embrulhadinha no sling, muitas vezes dormindo (e mesmo assim, se alguém parava pra conversar, ela chorava, pq queria era continuar no ritmo da caminhada, e não parada - e continua assim, mas agora ela me puxa e fala "vamo passiá" risos). Ficou no sling até a pouco tempo: mesmo quando começou a andar, ela não aguentava dar as duas caminhadas longas, só conseguia ir andando pela manhã. À tarde, ela mesma falava que queria ir no sling.
Letícia no sling

Isso até uns 2 ou 3 meses atrás. Agora, só quer ir andando mesmo. Tá certo que dependendo do dia, ela pede mais colo; em outros, não pede colo de jeito nenhum. E assim vamos levando: Suzie numa mão, Letícia na outra, saquinhos pra recolher as cacas da Suzie (lógico, sou cidadã! Lembrem-se: calçada é pública, mas não é privada. Recolham os cocozinhos dos cães, pra ninguém pisar depois).
Letícia já andando com a maninha Suzie (detalhe na roupinha das duas combinando)

Muitos ainda me dizem que eu faço sacrifício demais por causa de "só um cachorro". Aff, como eu ODEIO isso. A Suzie não é só um cachorro, ela é membro da família. E, como tal, eu me preocupo com o bem-estar dela. Isso inclui rotina de passeio, cuidados, adestramento, brincadeiras e afins. E a Lê participa de tudo, pra já ir aprendendo. Pra quem quiser saber sobre os benefício dos passeios para os cães, clique aqui.

Cuidar das minhas meninas, o melhor que eu posso, não tem preço. Não há cansaço no mundo que me faça privar qualquer uma das duas de passeios e brincadeiras. Depois eu descanso.

Fotos: NO fotografia

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Piquenique com a família

Faz tempo que não posto nada aqui, hein?!

Bom, vou falar que sábado fizemos um piquenique em família: eu, Suzie, Luis e Letícia. Então, os preparativos para ele começaram desde quinta-feira. Claro, porque não daria pra eu passar a sexta todinha na cozinha, sem dar atenção pras minhas duas meninas.

O dia estava ótimo, passeamos, conheci um casal de amigos virtuais (muito gente boa, Sara e Leo, com sua peluda Meg Meg), comemos bem e passamos momentos bem divertidos, debaixo da sombra de uma árvore e eu vendo alucinada tudo quanto era cachorro passando por perto.

O que foi servido no piquenique? Vou dividir com vocês =) Duas tortas: uma de milho verde e espinafre e outra de cenoura, brócolis e alho-poró; bolo de laranja; frutas diversas; suco; água; e croquetes caninos pra Suzie (lógico, alguém ainda duvida que eu a deixaria de fora?).

Querem as receitas? Vejam aqui.