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domingo, 6 de novembro de 2011

Passeio no Museu, nosso parque do coração

Desde que temos a Suzie vamos no Museu passear. Quando veio a Lê, continuamos indo: no começo ela ia no sling, apreciando a paisagem e ficando sempre juntinho da gente.

Seguem agora algumas fotos do nosso passeio pelo Museu, o parque que a gente mais vai, faz piqueniques e leva os amigos/parentes para uma visitinha básica de algumas horinhas... risos.

Letícia e Luis brincando de jogar bola

Letícia e Luis brincando de jogar bola (em outro ângulo)

O Museu visto pelo parquinho infantil

Caminho e meus três amores (reparem em como os postes de iluminação são lindos!)

Detalhe do poste de luz

Uma vista do Parque da Independência

Luis e Letícia brincando de bola

Suzie descansando depois da corrida

As meninas e eu vistas por trás...

... e agora pela frente

Bandeira do Brasil (eu acho ela linda!)

O Monumento... babo nele! Lindo demais, adoro vê-lo sempre que vamos por lá (só não tiramos foto do rio Ipiranga por ele ser muuuito feio... e foi ali que declararam a indepedência)

O fogo que nunca se apaga... é legal sentar lá e ficar observando... à noite então, é muito lindo

O Museu do Ipiranga propriamente dito, e seus jardins (onde brincamos de "lobo mau")

Museu com uma linda flor pra enfeitar

Os três nos jardins do Museu (e uma mãe com o filho brincando de esconde-esconde ao fundo)

Flores do jardim... margaridas

Flores do jardim... agapanto

Suzie fazendo pose igual ao leão do parque

Letícia imitando a manina... risos

Agora, a vez da leoa, mas desta vez, sentadinha

E no começo era assim, no sling...

sábado, 13 de agosto de 2011

Chegou o bebê. E agora?

Está mais do que na hora de escrever por aqui temas mais úteis, digamos assim, mas intercalados com as histórias das meninas.

Vou escrever uma série de matérias aqui sobre crianças/bebês e cães.

É comum ouvirmos a famosa frase: "Estamos esperando um bebê e não sei o que fazer com meu cão. E agora?". O interessante é que o cão vive com ela há anos e, por que já mudou em relação a ele? Sei que muitas vezes a dúvida nem parte do casal: mas sim de parentes, amigos e inclusive de médicos e livros que começam a dar palpites e colocar medos e mais medos nestas pessoas. O que mais se escuta ou lê por aí, quando anunciamos a gravidez é: "livre-se do cão, ele transmite doenças para o bebê!", "ele vai atacar o bebê achando que é outro bicho", "vocês estão loucos! Imagine o trabalho em ter filho e cão ao mesmo tempo!".

Acredite: ouvimos estas frases inúmeras vezes. Inclusive deixamos de comprar livros sobre gravidez que falavam explicitamente: livre-se do seu animal, qualquer que seja ele. Livros assim são um desserviço!!

Quando decidimos ter um cão, devemos ser totalmente responsáveis por ele, sabendo que um dia teremos filhos, e cuidar dele até ele passar para a ponte do arco-íris. A vida está sempre mudando e não é ético nos livrarmos de nossos cães simplesmente porque vamos ter um bebê ou nos mudar. Não foram eles que escolheram morar conosco, e sim nós que escolhemos levá-los para compartilharmos a vida.

Minha família não são somente os humanos: os animais estão aí incluídos. Quando acontece algo que mude nossas vidas, nos adaptamos para que todos possamos viver bem: humanos e não-humanos.

Que tal então nos adaptarmos à chegada do bebê?

Primeiro de tudo, cuide da higiene. Escove o cão (ajuda a retirar os pelos mortos), banhe-o (não mais que uma vez na semana - o ideal é dar o menor número de banhos possível, dependendo do cão) e cuide de sua saúde.

Agora que o bebê chegou, deixe que ele cheire-o. Não há nada de errado em ele querer conhecer o mais novo membro da família. Se isolarmos o cão do bebê, aí sim os problemas podem começar, porque ele deixará de receber atenção a maior parte do tempo e associará isso com a chegada do bebê. A chegada do bebê e a sua presença devem ser algo extremamente bom para o cão! Quando você estiver com o bebê (trocando fralda, dando banho, amamentando), deixe o cão por perto, faça carinho, ofereça petiscos, interaja com ele também.

Haja normalmente, mude o menos possível a rotina. Seu cão tem costume de passear? Passeie com ele e com seu filho. Será um momento especial para ambos! Acredite: minhas meninas adoram passear juntas e é um momento especial em família. E as duas gostam de andar! No começo a Lê ia no sling, porque eu não gosto de andar de carrinho... risos.

Quanto à transmissão de doenças, é muito mais fácil seu filho pegar uma doença de alguém que foi à sua casa, dos amiguinhos da escola e nos passeios. Ou seja: é mais fácil ele pegar doenças de humanos do que do cão da família. Aliás, uma ótima notícia: o contato desde cedo com animais de estimação estimula o sistema imunológico do seu filho, tornando-o menos suscetível a alergias e problemas respiratórios.

Mas nunca se esqueça: supervisão SEMPRE!! Por mais dócil que seja o cão, ele é um cão. Não só ele pode machucar seu filho, como seu filho também pode machucar o cão.

Sempre premie o cão por se comportar bem perto do seu filho. Um bom treino para se fazer é o da caminha (clique aqui para saber como fazê-lo).

O convívio cão x criança tem tudo para dar certo quando fazemos o que é certo!

Letícia mais novinha brincando com a Suzie no sofá

Já maiorzinha, na grama, num dia bem quente, querendo brincar

Abraçada com sua irmã canina

terça-feira, 28 de junho de 2011

Recebendo os amigos... caninos!

Sim, até mesmo os amigos caninos já vieram nos visitar. E, sinceramente, quando se mora em uma casa, fica mais fácil você receber um peludo em casa enquanto o dono (no caso, a dona) precisa sair. Isso porque não é preciso sair para passear com todos: cães e criança.

No apartamento já havia recebido amigos com seus cães, mas ficávamos todos juntos. Já foram dois Whippets, dois Lhasas e um Pug. Mas não é esse o ponto do post.

Semana passada, há exatamente uma semana, recebemos a Tequilla, uma linda Golden Retriver de uma amiga nossa. Letícia já havia caído de amores por ela na visita que ela havia nos feito sexta passada, e tinha pedido pra Carol deixá-la aqui. Como eu não me importo (na verdade, eu AMO), lá veio ela passar uma manhã com a gente.

Adoramos! Suzie, que não é de brincar muito, também gostou da companhia. Foram algumas horas de sessão de bolinha, o suficiente pra Tequilla dormir embaixo da mesa enquanto almoçávamos. Sim, eu consigo cansar um Golden, cansar um Whippet (bem mais fácil), mas não consigo cansar a Letícia.

Foi tranquilo cuidar dela, foi divertido. Letícia adorou a amiga loira. E já pergunta quando é que ela virá de novo. Até pediu que eu bordasse uma Tequilla em ponto cruz pra ela, no que foi atendida (não prontamente, porque isso demora um pouco).

Fiquem com as fotos de uma manhã gostosa.

Suzie e Tequilla brincando

Letícia abraçando a Teqs

As duas brincando no velocípede

Teqs descansando um bocadinho

Ei? O que está acontecendo lá fora??

Farra na cama I

Farra na cama II

Brincando na sala

Lindas e loiras correndo no terraço

Tequilla em ponto cruz

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Voltando e visita de amigos

Depois de mais de um mês sem escrever nada, estou de volta. As meninas devidamente instaladas, os pais nem tanto, mas estamos de volta e tentando fazer o certo, como todos os pais e mães de gente e de cachorro (gato, peixe, passarinho etc).

Há um tempo, cerca de duas semanas depois de nos mudarmos, uma amiga nossa veio nos visitar. Já fazia um ano, ou mais, que não a víamos pessoalmente, e adoramos a visita. A levamos para passear no único lugar que dá pra levar a Suzie, pra podermos curtir todos juntos.

Onde as meninas entram na história? Bom: a Letícia não deixou a Tati em paz... risos. E a Suzie... bem, a Suzie continuou sendo a Suzie.

Todos nós fazendo pose pra foto (depois de várias tentativas...)

E pra quem estava com saudades das frases, seguem algumas:
" Mamãe, quero voltar pra São Paulo. Aqui tem banheiro demais..."
" Eu sou a melhor amiga da Tati, da Suzie, da mamãe e do papai."
" Eu estou escrevendo uma carta pra Tati. Não sei o que estou escrevendo, mas é uma carta pra Tati."

PS: Ao ver a foto que ilustra o post, ela deu um gritinho: olha eu com a Tati!! risos.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Bicho mãe


Estava hoje lendo um livrinho pra Letícia, chamado "Mãe é Mãe" de Rita Foelker. A historinha é muito engraçada, conta a história de uma menina que fala da mãe, que não entende determinados comportamentos da mãe dela, que é difícil de entender: ao mesmo tempo que é boazinha, é brava, que pede pra ficar quieta e depois grita.

Diz também que mãe é quem sempre pensa nos filhos, liga pra eles e, por mais que ela ache demais, quando a mãe não pode ligar pra ela, fica com saudades. Diz que mãe tem super poderes também: se você está assustado, um abraço dela resolve; se você se machuca, um beijo sara; sabe tudo o que você precisa antes mesmo de você (que vai fazer frio e chover, por isso coloca casaco e guarda chuva na mochila da escola).

Ela diz que adora ter uma mãe, porque ela prepara toda a festinha de aniversário e arruma tudo depois. Risos.

Explica como é que nós, mulheres, viramos mãe. E foi muito linda a explicação. Deus (ou alguém que Ele peça) conversa com o pai e a mãe enquanto eles dormem e dizem que tem alguém querendo nascer, que é fácil de cuidar e que o mais importante é que nós, pais, gostemos muito dela.

Depois da historinha, a Lê ficou com saudades do Luis e pediu pra falar com ele. Foi bonitinho vê-la ao telefone fazendo perguntas ao pai.

É um livro bacana de se ler. E realmente, mãe é mesmo um bicho doido... e eu me sinto ainda mais doida depois de ser mãe. E não falo isso apenas pela Letícia, porque não sou mãe dela somente. A Suzie é minha filha do coração. Pra mim, não há diferença entre elas, não existe a que eu ame mais, a que eu ame menos; a cachorra e a filha (as duas são filhas); a que precisa de mais atenção e a que pode ficar largada. Não! Pra mim, não tem isso. As DUAS são extremamente importantes pra mim e eu penso sempre no bem-estar delas. E fico derretida quando vejo que a Lê também se importa com a irmã mais velha dela e não aceita que ela seja deixada de lado.

Amo as meninas, as duas, e ninguém vai conseguir me convencer de que somente uma delas é a minha filha. Ninguém mesmo!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Cumplicidade

Como alguns de vocês sabem, não estamos em casa. E, como não estamos em casa, dormimos os quatro (Luis, Letícia, Suzie e eu) no mesmo quarto. Quando chega a hora de dormir das meninas (20:30h, mais ou menos), levamos as duas pra fazer xixi e subimos com elas pro quarto. As duas escovam os dentes e vão pra cama.

Sim, isso mesmo que vocês leram: a Letícia faz questão que a Suzie durma com ela no quarto (quando estamos na nossa casa ela não faz essa questão, entende que a Su dorme na sala), senão chora. Cada uma na sua cama, mas a Lê precisa da irmã no quarto. E o mais engraçado é que ela fica conversando com a Suzie antes de dormir *-*

Dia desses, já tínhamos colocado as duas para dormir quando começo a ouvir risadas e corre-corre, isso depois de uns 20 minutos delas já no quarto. Quando abro a porta, estão as duas correndo e pulando. Na hora falei que não era hora de brincar, mas de dormir e descansar pra brincar pela manhã, aí as duas deitaram e, miraculosamente, dormiram. Mas, é pra rir, né?! E achei tão bonitinho o jeitinho das duas me olhando com cara de "o que foi que eu fiz?" que a vontade era de apertar mesmo.

Essas minhas meninas... acho que se fossem irmãs de "verdade" não seriam tão amigas.

Foto: as meninas depois de uma manhã de farra

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Cães e Crianças

O texto abaixo foi retirado do blog da Victoria Stilwell e foi traduzido e adaptado por mim, portanto é proibida a cópia total ou parcial do texto. Apenas a divulgação do mesmo será aceita.

Boa leitura e eduquem-se!

Não Precisa Acontecer...

Victoria Stilwell nos brinda com mais um artigo. Desta vez, ela discorreu sobre um fato que ocorreu em Jacksonville, Florida, onde o Pit Bull da família atacou e matou o segundo filho do casal, de apenas quatro dias. O animal foi levado pelo CCZ e sacrificado no dia seguinte.

A família disse que o cão sempre foi muito amigável e nunca houve qualquer sinal de agressividade, nem mesmo contra o outro filho do casal, de quatro anos. Agora, querem investigar o que determinou o ataque e se o cão mostrou algum sinal de aviso. Victoria diz que uma coisa não passa pela mente das pessoas: por que a parte mais importante do caso foi “destruída” tão rápido? Você pode falar com os pais, amigos e vizinhos. Ouve as pessoas do CCZ falarem que o cão era muito agressivo. Bom, e quem não ficaria agressivo se um bando de gente estranha viesse te pegar? Se fosse com você, não se assustaria e reagiria de forma agressiva também? Ela se pergunta: por que o cão foi eutanasiado sem antes ser avaliado por um comportamentalista? Sacrificaram o cão menos de 24h depois que o ataque aconteceu, então Victoria acredita que ninguém foi avaliá-lo corretamente e, se alguém o tivesse visto, 24h não é tempo suficiente para fazer um teste de temperamento completo e avaliar o motivo pelo qual o ataque aconteceu. O cão pode nem ter se comportado de modo agressivo – pode ter sido estimulado pelos choros do bebê, que podem ter parecido com o som de um brinquedo e o cão foi brincar. Todos os “pode” e “se” são somente isto, pois o cão não está mais vivo para ser avaliado. Então, nunca se saberá o que de fato aconteceu.

Victoria esclarece: ela não quer dizer que o cão foi uma vítima e nem defende suas ações. Ela inclusive concorda que o cão deve ser sacrificado se for comprovado que é perigoso – depois de todos as avaliações possíveis e imagináveis feitas e mostrando claramente o quão perigoso é o cão. Mas, para se evitar mais tragédias como estas no futuro, deve-se descobrir o que acarreta um evento tão violento assim e sabermos porque os cães podem matar desta maneira. Pode ser cruel manter o cão vivo por muito tempo por causa do estresse dele estar longe da família e fazer avaliações em um abrigo, ou canil municipal, pode ser extremamente difícil por conta disso, mas, se um profissional é capaz de estudar este cão, ele deve dar informações valiosas para serem compartilhadas e usadas para prevenir futuros ataques.

Educação é a palavra-chave. Muitas crianças são mordidas ou até mesmo mortas pelo cão da família e já é hora de espalhar a mensagem sobre segurança e responsabilidade no quesito crianças e cães. Cães e crianças não devem ficar sozinhos, sem supervisão, NUNCA! Deixá-los sozinhos é receita para um desastre acontecer. Ficar junto quando os dois estão brincando e separá-los quando não se pode mais supervisioná-los é algo que deve ser feito SEMPRE. Siga esta regra simples e bebês e crianças ficarão seguros e felizes com seu cão de estimação. A vida muda quando o bebê chega em casa e certos ajustes precisam ser feitos para que todos da casa – incluindo o novo bebê e o cão – estejam seguros e protegidos um do outro (sim, as crianças podem machucar os cães também).

E para aqueles que acham que os Pit Bulls sejam banidos, isso não adianta em nada! A Inglaterra, outros países e certos estados dos Estados Unidos baniram os Pit Bulls e raças assemelhadas há décadas e crianças ainda são atacadas por cães. E o que é pior: os números de casos só aumentam. Banir raças não resolve o problema. É preciso focar nos donos dos cães e na sua responsabilidade de cuidar deles. Vamos nos concentrar na ação e não nas raças e nos educar (e aos outros) para manter nossos filhos seguros perto de nossos cães. Afinal, não são todos parte da família?

Foto: Suzie e Letícia brincam juntas, sempre sob supervisão. Por mais que o cão seja bonzinho, não se deve confiar deixá-lo só com uma criança.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Voltando aos poucos

Oi amigos!

Depois de muito tempo sem escrever, cá estou novamente. O motivo do sumiço é não estarmos mais em Sampa City, nos mudamos. Mas, ainda não estamos em um lugar definitivo, digamos que estamos morando de favor. O que não é de todo ruim, quando as pessoas que nos receberam são meus pais.

Estamos muito bem, correndo pra achar um lugar nosso e, por isso, não tenho escrito aqui.

Hoje, posto umas fotos e um vídeo de um lugar bacana onde podemos levar as meninas pra se divertirem bastante, sem perigo. Uma grande área verde que nós quatro nos apaixonamos.

Divirtam-se e me aguardem, com mais novidades.

Um lugar pra correr livre: a felicidade pra Suzie (e maridão ao fundo)

Nós 3 curtindo um pouco

Brincando... ô delícia!!!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Momentos

Estas fotos retratam os momentos dos quais eu vivencio em casa, momentos que me mostram que, por maiores sejam meus defeitos, tenho conseguido educar minhas meninas a respeitar uma à outra (claro que com a Suzie é mais limitado) e a conviverem em harmonia.
Um beijo que sela esta bela amizade que começou ainda na barriga...
Parece que estava descansando... mas estava aprontando todas na cama. Arteira!
Abraçada com o ursinho da Letícia. Cansada depois do passeio.
Um momento de cumplicidade (ela colocou a patinha na minha mão sem eu pedir).

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Uma imagem...

... vale mais que mil palavras.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Dez dicas para preparar seu cão para a chegada do bebê


  1. 1. Para ter uma noção melhor de como seu cão reagirá com a chegada do bebê, é importante que você saiba como seu cão reage com o mundo em volta. Os cães são extremamente sensíveis às mudanças no ambiente, física e mentalmente. Pessoas entrando e saindo de um cômodo, estranhos parando no portão, elevação da voz durante uma discussão, naturalmente provocarão uma resposta emocional e física. Como o seu cão lida com isso varia muito. Você pode evitar problemas de comportamento em potencial usando o conhecimento de como seu cão reage a estas situações e ajudando-o a se sentir mais confortável quando o bebê chegar.

  2. O olfato dos cães é muito superior ao nosso. O ser humano tem aproximadamente 5 milhões de receptores olfativos no nariz, enquanto os cães tem cerca de 220 milhões. Um cão é capaz dedetectar o suor humano em uma concentração 1 milhão de vezes menor que nós, humanos. Seu filho terá um cheiro fascinante para o cão, então apresente o cheiro do bebê o mais cedo possível ao cão. Deixe que seu cão sinta o cheiro dos produtos que você usará em seu filho (sabonete, hidratante, fraldas, roupinhas, sabão etc), e quando seu filho nascer., peça para alguém levar a roupa usada pelo bebê para o cão cheirar. Deixe que o cão cheire a roupinha (ou manta, qualquer coisa) e eogie-o muito quando ele cheirar. Dê-lhe um petisco delicioso e permita que ele cheire a roupa de novo. Repita várias vezes, até o bebê chegar em casa.

  3. O choro de um recém-nascido geralmente deixam a mãe ansiosa. O mesmo efeito ocorrerá com os animais por perto, então é importante que você trabalhe para dessensibilizar o cão aos sons de um recém-nascido. As futuras mamães podem usar uma fita com o choro do bebê gravado por 15 minutos, que deve ser tocada de três a quatro vezes durante uma semana, em baixo volume. Coisas boas, como brincadeiras, carinhos e petiscos acontecem enquanto a fita toca.Se o cão se ficar confortável e não mostrar nenhuma reação adversa, aumente o volume até que ele fique bem alto. Se o cão parecer estressado, abaixe o volume até que o cão fique confortável e trabalhe neste volume por uns dois dias, antes de aumentá-lo novamente. Este procedimento deve ser repetido até o cão ficar confortável com os volumes mais altos. A fita não tocará o som único do seu bebê, mas seu cão se acostumará ao som antes de seu bebê nascer.

  4. Os pelos sensoriais especiais que crescem no focinho, sob a mandíbulo e sobre os olhos de seu cão são chamados de vibrissas. Elas ajudam seu cão a obter informações sobre o ambiente através do tato. Use isso a seu favor! Compre uma boneca do tamanho de um bebê e deixe que o cão toque os pés da boneca com o focinho. Elogie e dê um petisco. Ande pela casa com a boneca nos braços, envolta num cobertor. Sente com a boneca apoiada em um braço, como se você estivesse amamentando-a e, com o outro, você faz carinho no cão. Seu cão associará a presença do bebê com coisas muito legais, como carinho e petiscos.

  5. Alguns cães nunca viram um bebê,então, como eles reagirão com o choro do bebê ou com crianças correndo de um lado para outro? Ficarão calmos ou excitados? Seu corpo fica tenso quando uma criança se aproxima ou ele adoraria cumprimentá-la? Ao observar a reação de seu cão quando perto de crianças lhe dará uma indicação do que esperar quando o seu bebê chegar.

  6. Muitos cães são motivados por comida. Ao usar petiscos como recompensa por um comportamento calmo quando o bebê chora ou quando você está com o bebê no colo proporciona uma associação positiva, já que seu cão ganha comidas maravilhosas quando o bebê está por perto. Se o seu cão não se interessa por comida, recompense seu bom comportamento com sua brincadeira ou brinquedo favorito.

  7. Passear com o cão é ótimo para estreitar os laços e lhe ajuda a ficar em forma durante a gravidez. Mas é importante que o cão saiba como caminhar. Se seu cão puxa muito durante o passeio, se matricule com ele em uma aula de adestramento para que ele aprenda a andar sem puxar, ao seu lado. Quanto mais cedo você começar, melhor será quando o bebê nascer. Já imaginou você passeando com os dois, sem se estressar? Seja de carrinho ou em um sling, os passeios se tornam mais seguros quando o cão sabe como passear com o dono.

  8. Se você tem pouco controle sobre o cão é hora de vocês dois terem aulas de obediência básica. Um cão que responde bem aos comandos e que entende que pular em você quando está segurando um bebê é inaceitável, é mais fácil de conviver. O treino de obediência também estreita os laços e a boa comunicação dá confiança, tanto para você, quanto para seu cão.

  9. Tenha um plano meses antes do parto, assim o cão terá onde e/ou com quem ficar quando você estiver a caminho do hospital. Quando você chegar em casa, deixe que outra pessoa segure seu filho enquanto você passa um tempo com seu cão. Depois que você e seu cão mataram as saudades um do outro (acredite, dá muita saudade!), sente no sofá com o bebê no colo e apresente-o ao cão. Fique relaxada nesta apresentação e recompense o bom comportamento de seu cão.

  10. Torne seu cão “à prova de bebês”, ou seja, deixe seu cão confortável e seguro com as mudanças que o bebê traz à rotina da casa. Nunca se esqueça que, como mãe/;pai, você é responsável por aqueles que não tem habilidade para pensar como você. Você precisa proteger tanto seu bebê quanto seu cão. Nenhum bebê ou criança pequena deve ser deixado sozinho, sem supervisão de um adulto, com um cão – mesmo que o cão seja super comportado e super bem treinado.

Foto: Suzie e Letícia (aos 3 meses) dormindo... eu estava também, mas acordei pra tirar a foto.

domingo, 11 de julho de 2010

Sobre o ciúmes

Existe uma crença muito bem arraigada entre os humanos que o cão (ou gato) necessariamente terá ciúmes do bebê quando ele chegar em casa. Dez entre dez leigos, principalmente os palpiteiros de plantão que encontramos aos montes na rua, falam que "o cão sempre tem ciúmes, não tem jeito. Fulano teve filho e o cachorro dele atacou o bebê e precisou ser doado; a cachorra de ciclana teve que viver presa porque rosnou pro bebê; assim que beltrana engravidou, seus cães ficaram agressivos com ela e ela os abandonou" e por aí vai.

São comentários que assustam as mais desavisadas ou que não procuram entender um pouco sobre comportamento canino, afinal, qual mãe quer que algo de mal aconteça com seu bebê? Nenhuma!

Mas então, o cão sempre sente ciúmes? A resposta é simples: Não. O cão não sente sempre ciúmes, principalmente se os donos, assim que se descobrem grávidos, fazem as mudanças na rotina do cão gradativamente, e não assim que a mulher volta da maternidade com o bebê nos braços.

O que fizemos em casa? Assim que nos descobrimos grávidos, conversamos sobre o que a Suzie poderia ou não fazer em casa. Chegamos à conclusão de que ela poderia fazer tudo o que sempre fez: deitar no sofá e nas camas (exceto no berço, claro, apesar dela já ter entrado nele por curiosidade, quando o montamos - mas não gostou porque não conseguiu sair e ele balançava muito...); entrar em todos os cômodos; participar ativamente de nossa vida. Não mudaria muita coisa. Mas, mudou alguma coisa? Sim, mudou, mas não muito. O que mudou, mas foi feito de forma gradativa, foi que o passeio da tarde, que era tão longo quanto o da manhã, ficou um pouco mais curto: de 20 a 25 minutos, ao invés dos 40 a 50 minutos. A mudança foi feita de forma gradativa também, bem como o aumento do passeio da tarde: depois de eu me adaptar a levar a Letícia no sling junto com a Suzie, os passeios voltaram a ser longos. Hoje, tudo está como antes da Letícia ter nascido.

Quanto ao medo da Suzie ser agressiva com a Lê, não o tivemos, principalmente porque trabalhamos muito a socialização dela com crianças, desde o primeiro dia em que ela chegou em casa, bem como trabalhamos a obediência dela (hoje ela tem obediência avançada). O convívio entre as duas é excelente, não temos receio de nada, são super amigas, mesmo!

Meu conselho para você que está grávida ou que já tem um bebê em casa e quer que seu cão continue sendo membro da família é: aprenda sobre cães; não o deixe isolado só porque o bebê nasceu; não o prive de carinhos; associe o bebê a coisas excelentes (no nosso caso, associamos a Letícia a petiscos, passeios e carinhos); se for preciso mudar alguma coisa na rotina do cão, mude desde o início da gestação e de modo gradativo; se seu cão tiver algum problema com agressividade, consulte um comportamentalista; treine obediência com seu cão; socialização é importantíssimo e, não menos importante, trate o cão da mesma maneira que era tratado antes da chegada do bebê: com toda certeza serão amigos pra vida!

Obs.: Além deste post, escreverei outros dedicados à relação cães e bebês / crianças que acho fundamentais existirem aqui no blog, além de minhas experiências como mãe. E, como uma imagem vale mais do que mil palavras, seguem fotos mostrando que nunca houve o mínimo de ciúmes ou agressividade por parte da Suzie.
Suzie dando um beijinho na Lê
Tirando uma soneca (estávamos nós 3 na cama, dormindo, mas acordei e tirei uma foto das duas meninas)
Uma mais recente, a Lê tentando abraçar a Suzie, mas entretida demais com Charlie e Lola =P