domingo, 10 de abril de 2011

Mudança


Ainda não estamos adaptados com a vida na nova cidade. Sentimos falta dos nossos passeios em família, já que aqui os parques não aceitam a presença de cães. Nossos passeios em família acabam sendo somento com a família humana, deixando de lado uma parte importante dela: a Suzie.

Isso não quer dizer que antes só fazíamos passeios que incluíam a Suzie. Mas tínhamos a opção de levá-la ou não. Aqui só há uma opção: deixar a Suzie.

Ultimamente tenho sentido falta disso: da nossa rotina de ir aos parques de fins de semana, todos juntos, fazendo pique-niques, ficando até tarde olhando o movimento das pessoas; andar por avenidas; a diversidade de coisas para se fazer. Aqui nossa diversão tem sido levar a Lê nos shoppings. Não é de todo ruim, mas não há um parque como os quais estávamos acostumados, com gramado pra correr e sentar embaixo das árvores para comer, conversar, ver as pessoas e outros cães.

Confesso que está sendo difícil, muito difícil. E minha cabeça está cheia de dúvidas; não sei mais se fizemos o certo ou se estamos insistindo em algo que não tem futuro. Não sei. A única coisa que sei é que sinto falta da nossa vidinha simples e de não ter somente shopping como diversão.

Foto: as meninas em uma de nossas muitas idas ao Museu...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Bicho mãe


Estava hoje lendo um livrinho pra Letícia, chamado "Mãe é Mãe" de Rita Foelker. A historinha é muito engraçada, conta a história de uma menina que fala da mãe, que não entende determinados comportamentos da mãe dela, que é difícil de entender: ao mesmo tempo que é boazinha, é brava, que pede pra ficar quieta e depois grita.

Diz também que mãe é quem sempre pensa nos filhos, liga pra eles e, por mais que ela ache demais, quando a mãe não pode ligar pra ela, fica com saudades. Diz que mãe tem super poderes também: se você está assustado, um abraço dela resolve; se você se machuca, um beijo sara; sabe tudo o que você precisa antes mesmo de você (que vai fazer frio e chover, por isso coloca casaco e guarda chuva na mochila da escola).

Ela diz que adora ter uma mãe, porque ela prepara toda a festinha de aniversário e arruma tudo depois. Risos.

Explica como é que nós, mulheres, viramos mãe. E foi muito linda a explicação. Deus (ou alguém que Ele peça) conversa com o pai e a mãe enquanto eles dormem e dizem que tem alguém querendo nascer, que é fácil de cuidar e que o mais importante é que nós, pais, gostemos muito dela.

Depois da historinha, a Lê ficou com saudades do Luis e pediu pra falar com ele. Foi bonitinho vê-la ao telefone fazendo perguntas ao pai.

É um livro bacana de se ler. E realmente, mãe é mesmo um bicho doido... e eu me sinto ainda mais doida depois de ser mãe. E não falo isso apenas pela Letícia, porque não sou mãe dela somente. A Suzie é minha filha do coração. Pra mim, não há diferença entre elas, não existe a que eu ame mais, a que eu ame menos; a cachorra e a filha (as duas são filhas); a que precisa de mais atenção e a que pode ficar largada. Não! Pra mim, não tem isso. As DUAS são extremamente importantes pra mim e eu penso sempre no bem-estar delas. E fico derretida quando vejo que a Lê também se importa com a irmã mais velha dela e não aceita que ela seja deixada de lado.

Amo as meninas, as duas, e ninguém vai conseguir me convencer de que somente uma delas é a minha filha. Ninguém mesmo!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Relaxando...


Enquanto ainda não estamos na nossa casa, procuramos relaxar onde estamos, seja passeando em algum lugar que aceite cães, seja lendo um livro, seja brincando com as meninas ou, como na foto, deitando na rede com a filha mais velha.

Ah, quando estivermos na nossa casa... vai ser muito bom também. Faremos a terapia do jardim, já que na casa tem um jardim com um pé de acerola e um canteiro bacana onde vou poder plantar meus temperinhos, verduras, legumes... Bacana, né?!

Foto: Luis e Suzie relaxando na rede (enquanto eu e Letícia brincávamos de pega-pega...)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Slow Food


Faz um tempinho que gostaria de escrever aqui sobre isso: o Slow Food.

Sabemos que a vida hoje em dia é corrida, que muitas pessoas acabam apelando para o fast food, comidas prontas e congeladas, lanchinhos na rua etc. Com isso, vamos deixando de lado nossa saúde, nossa preocupação com o que comemos, com as tradições culinárias, com o prazer de preparar nossos alimentos.

O Slow Food veio como resposta aos efeitos do estilo de vida levado atualmente e segue o conceito de ecogastronomia, aliando o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade, reconhecendo as conexões entre o que comemos e nosso planeta.

Nós, que somos vegetarianos, acabamos sabendo que ao selecionar direitinho o que comemos, contribuímos para a saúde do planeta, além da nossa saúde (e de nossos filhos).

Há algum tempo, mais precisamente quando engravidei, passei a ver minha alimentação com outros olhos. Nós já éramos vegetarianos há anos quando engravidei, mas não tínhamos tanta preocupação com a comida. Fazia o que tinha vontade, não tinha tanta variedade de alimentos na nossa geladeira e fazíamos mais uso de alimentos industrializados que hoje em dia.

Com o tempo, vi que isso não seria legal. Afinal, o que eu queria mostrar pra Letícia? Que comer era apenas algo pra não passar fome ou uma relação de harmonia com a comida e seu preparo? Preferi a última opção: além de ser mais sustentável, é mais saudável também.

Então, hoje em dia eu acabo preparando tudo em casa: pães, bolos, iogurte, doces, biscoitos, massas de torta (já fiz massa de macarrão e de lasanha), gnocchi, molhos, almôndegas, hambúrgueres e nuggets (vegetarianos) etc etc etc. Passamos longe da sessão de congelados e, de industrializados, ficamos com as farinhas e macarrão.

Não vou dizer que é fácil, porque não é: dá trabalho, tanto para fazer quanto pra comprar os ingredientes, mas é tão prazeroso fazer, o resultado é tão bom (quem come um pão caseiro não consegue mais de jeito nenhum comprar pão de forma industrializado - só pão francês que ainda compro), que não tem mais volta: mudança de hábito total.

Letícia tem participado dessas aventuras culinárias, e tem adorado. Fora isso, temos nossos temperinhos plantados em vasos e, um dia, ainda terei alguns alimentos plantados em vasos, ou mesmo num pequeno canteiro, o que der.

Em tempo: eu não conhecia bem o movimento slow food, mas sempre achei bacana e hoje, vejo que sou adepta dele mesmo não sendo membro.

Até mesmo a Suzie, indiretamente, entrou no esquema, já que ração para animais nada mais é que alimento processado e industrializado e, como todos sabemos, não faz bem pra nossa saúde. Parei pra pensar: se estou tão preocupada com o que nós, humanos, comemos, por que a Suzie tem que comer algo industrializado, processado e feito sabe-se lá com o quê? Pesquisei muito e, agora, ela agora come Alimentação Natural, apropriada para a espécie (canina) e cheia de ingredientes frescos e variados. Muito melhor que ração!!! Para saber mais sobre a Alimentação Natural clique aqui.

Quer conhecer mais sobre o movimento? Acesse: Slow Food Brasil

sexta-feira, 25 de março de 2011

Cumplicidade

Como alguns de vocês sabem, não estamos em casa. E, como não estamos em casa, dormimos os quatro (Luis, Letícia, Suzie e eu) no mesmo quarto. Quando chega a hora de dormir das meninas (20:30h, mais ou menos), levamos as duas pra fazer xixi e subimos com elas pro quarto. As duas escovam os dentes e vão pra cama.

Sim, isso mesmo que vocês leram: a Letícia faz questão que a Suzie durma com ela no quarto (quando estamos na nossa casa ela não faz essa questão, entende que a Su dorme na sala), senão chora. Cada uma na sua cama, mas a Lê precisa da irmã no quarto. E o mais engraçado é que ela fica conversando com a Suzie antes de dormir *-*

Dia desses, já tínhamos colocado as duas para dormir quando começo a ouvir risadas e corre-corre, isso depois de uns 20 minutos delas já no quarto. Quando abro a porta, estão as duas correndo e pulando. Na hora falei que não era hora de brincar, mas de dormir e descansar pra brincar pela manhã, aí as duas deitaram e, miraculosamente, dormiram. Mas, é pra rir, né?! E achei tão bonitinho o jeitinho das duas me olhando com cara de "o que foi que eu fiz?" que a vontade era de apertar mesmo.

Essas minhas meninas... acho que se fossem irmãs de "verdade" não seriam tão amigas.

Foto: as meninas depois de uma manhã de farra

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O que realmente importa


Pode parecer estranho mas, enquanto muita gente fica feliz ao comprar o carro do ano; ao ter aquele celular que até faz a janta pra você; conseguir dinheiro para aquele super notebook que inclusive passa a sua roupa; eu fico feliz em ter a oportunidade de passar um tempo com minhas meninas e meu meninão (risos).

Tudo bem, livros também me deixam super felizes e quem me conhece sabe disso. Livros são a minha perdição.

Mas... nada como passar um tempinho com a família nestes tempos modernos, em que tudo desvia a nossa atenção, onde temos tudo, menos tempo.

Gosto disso, dos momentos de contação de histórias; dos passeios no parque, ou menos na rua, onde podemos levar a Suzie junto.

Afinal, tudo o que passamos juntos, em família, ficará guardado na nossa memória, como algo bom que nos aconteceu. Quem não se lembra da mãe contando histórias; do pai ensinando a andar de bicicleta; do avô jogando bola e da comilança na casa da avó. Essas coisas não acabam, nunca. Já os computadores, celulares e carros... estes sim, acabam.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Imaginação

Acho incrível como, de repente, a Letícia passou a se identificar com personagens de programas que ela gosta.

O primeiro personagem foi o Mike, de Monstros S.A.. Ela ficou um tempão sendo o Mike. Depois, ganhou o DVD do Balão Mágico de Dia das Crianças e passou a ser o Mike da Turma. risos. O mais interessante, é que todos da família acabam sendo os personagens também. Isso começou no Balão Mágico. Ela era o Mike, eu o Tobby, o Luis o Jairzinho, minha irmã a Simony, minha mãe o Fofão, meu irmão o Fábio, meu pai o Roberto Carlos e a Suzie o Yó (aquele bicho da música "É tão lindo"). Pois é, a Suzie também entra na onda =)

Recentemente, estamos assistindo a um seriado antigo chamado "Os Pioneiros", que é baseado na série de livros da Laura Ingalls Wilder. Eu tenho todos os livros e recomendo. É muito interessante, não apenas como leitura, mas para se ter ideia de como era viver lá longe, pelos anos de 1870 e poucos. Quantas dificuldades, o valor da família e dos amigos... que supera qualquer coisa! Interessante mesmo. Claro que a série não é um retrato fiel dos livros (que são 9 ao todo), mas acho muito interessante também, pois o essencial é mostrado: como eles, juntos, conseguem fazer muitas coisas; que apesar de todos os problemas, estão sempre juntos, um apoiando os outros; passam por muitas dificuldades, mas, mesmo assim, os amigos estão sempre por lá.

Neste também a Letícia tem uma personagem, que é a Mary Ingalls. Há alguns dias, Mary ficou cega e a Letícia, no mesmo dia, começou a falar que não conseguia enxergar mais, porque ela era a Mary e tinha ficado cega. Mas não pensem que ela ficou com medo: encarou na boa e viu que a personagem deu a volta por cima: ao invés de ficar se lamentando, foi para uma escola específica para deficientes visuais e até se tornou professora (tudo isso aconteceu na vida real). Hoje, apesar da Letícia ser a Mary, não diz mais que não enxerga nada.

E nós, quem somos na história? Minha mãe é a própria Laura Ingalls, a autora dos livros e a personagem principal; eu sou a Carrie Ingalls, terceira filha do casal, que trabalhou como jornalista na vida real; Luis é o Charles Ingalls, pai das meninas e um dos primeiros pioneiros dos EUA; minha irmã é a Caroline, a mãe das meninas; Suzie é o Bandido, o cachorro da família. Ninguém mais na família tem um personagem definido... risos.

Mas, acho mesmo interessante como ela passou da fase bebê e está na fase criança, na fase da fantasia. Incrível isso... e até quando brinca de casinha, os personagens são todos da série da Laura Ingalls. Agora, preciso pegar os livros e trazê-los para cá, porque ela já quer que eu os leia pra ela. E terei uma plateia pra ouvir as histórias: o Charles e a Laura =)

Foto: da esquerda para a direita: Laura, Charles, Caroline (com a Gracie, quarta filha, no colo), Mary (já sem enxergar) abraçada à Carrie e Bandido, o cão adotado, junto à família Ingalls.