segunda-feira, 16 de março de 2015

Compartilhar brinquedos?

O que fazer quando nosso cão insiste em pegar os brinquedos do nosso filho humano?
Essa é uma ocorrência comum, mas não é de difícil solução. Devemos no começo manter todos os brinquedos fora do alcance do cão e, se nosso filho brinca perto do cão, supervisione a brincadeira. Enquanto isso, ofereça brinquedos próprios para o cão enquanto seu filho brinca e também durante o dia. Faça rodízio dos brinquedos e substitua os que estiverem destruídos.
Ossos também são uma boa pedida, principalmente para cães que têm maior necessidade de roer
Se o cão pegar um brinquedo, não brigue com ele: simplesmente troque o item proibido pelo permitido.
Com o tempo, e com treino positivo, logo seus filhos humanos e caninos poderão brincar juntos, sem disputar pelo mesmo brinquedo.

Acompanhe-me no facebook

O blog está totalmente parado, mas não é muito fácil manter meu blog de trabalho, o trabalho e agora 4 filhos: dois humanos e dois peludos.

Mas há uma novidade, para que eu continue dando informação de qualidade para quem tem cães e crianças e não quer enlouquecer com isso: minha página no facebook. Quem quiser acompanhar algumas coisas a mais, basta clicar aqui.

Boa leitura!

sábado, 20 de outubro de 2012

Frases infantis

Frases ditas por uma criança que convive com cães (e tem uma mãe que trabalha com eles):

- Mamãe, me dá um clicker?
- Leva o Kong da Suzie pra ela se distrair
- Põe petisco na garrafa pra ela rolar e ir comendo!
- Mamãe, olha que lindo aquele Golden!!!
- Eu corro rápido como um Whippet!
- A Suzie tem umbigo? (boa pergunta...)
- A pata dela tem cheiro de queijo... 
- A língua dela é azeda, mamãe!!!
- Mamãe, eu dei uma parte das minhas frutas pra Suzie, tá bom?! Ela tava com fome: comeu maçã, banana e mamão (isso foi hoje de manhã)
- Não pode dar chocolate, né, mamãe?! Tem uma coisa que faz mal! Nem uva!!!
- Suzie, não come coisa do chão! Depois você fica doente!
- Senta Suzie! Isso, agora te dou o ossinho :P
- Aquele cachorro é mal educado, né, mamãe?! Fica puxando...
- Que coisa feia não recolher o cocô!!! ECA!


- Mamãe, por que as pessoas falam "au au"? Não sabem falar "cachorro"?



etc etc etc





Em breve teremos mais uma pequena a dizer essas coisas :P 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Frases maternas...

Frases típicas ditas por uma mãe e que não eram ditas antes disso:

- Não coloca o lápis no nariz!
- Na parede não!
- Não é pra roer o osso da Suzie!
- Vamos brincar de desenhar? (quando você não quer mais brincar de virar estrela, correr, jogar bola etc etc etc)
- Nossa, tem terra no seu cabelo!
- Tira a roupa na área de serviço e se sacode como a Suzie depois que ela toma banho (em dias onde brincou no parque de areia e parece que trouxe TODA a areia nos sapatos e roupas)

E assim por diante :P

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Relato de Parto - Laura

Vocês devem estar se perguntando: "Por que um relato de parto neste blog?". Bom, porque mostra o dia-a-dia de uma mãe que tem um cão e, neste relato, conto como Suzie se tornou ainda mais especial para todos nós. Como a relação cão e dono pode ser profunda, mesmo sendo duas espécies diferentes. Espero que gostem!


RELATO DE PARTO – LAURA

O parto da Laura não aconteceu só no dia 5 de setembro de 2012. Aconteceu muito antes dela ser apenas um feijãozinho na minha barriga. Começou quando percebemos que, mesmo após uma cesárea desnecessária poderia parir de um jeito respeitoso, e não ter que passar novamente pelo trauma de uma cirurgia.

Assim, nos descobrimos grávidos no dia 31 de dezembro. Já desconfiávamos, só quisemos esperar mais uns dias do atraso da menstruação para termos certeza.

Logo depois da descoberta, já procurei contatos de doulas e uma amiga indicou a Rosana Oshiro. Me encontrei com ela logo no comecinho da gestação e, juntas, decidimos pelo parto domiciliar. Ela me passou contato de algumas parteiras e decidi fazer minhas consultas e o parto com a Ana Cristina Duarte. Ela me explicou exatamente como seria, quem acompanharia o parto, me indicou outras médicas humanizadas para eu fazer uma consulta, caso precisasse ir para o hospital, e que trabalhava junto com uma neonatologista, a Ana Paula Caldas. O legal é que formamos um laço de amizade, coisa que nunca você forma com médicos de convênio.

Como sabíamos que ter um parto domiciliar não é muito bem-visto, decidimos não comentar como seria o nascimento da Laura, para não preocupar ninguém. Mas já sabíamos que seria em casa, com a participação da família, como deve ser.

Os meses foram passando, a barriga crescendo e os medos surgindo. Quando batia o medo, conversava com o Luis, com a Rosana e com a Ana Cris. E os três me falavam pra confiar no meu corpo, que ele sabia o que estava fazendo.

Conforme o tempo passava, eu ficava mais segura e calma quanto ao parto. Tanto que, no dia 4 de setembro, quando comecei a sentir umas cólicas mais fortes, eu continuei fazendo o normal: passeei com as meninas, levei e busquei na escola a pé, fiz pão e bolo (ainda bem, as meninas puderam comer – e eu também – no dia do parto). Só não dormi, porque, às 23h, as cólicas, então contrações, já estavam menos espaçadas e mais fortes. Deitar, nessa hora, não era uma opção.

Luis passou a noite em claro comigo, me ajudando, fazendo massagem, dançando comigo, colocando bolsa de água quente nas minhas costas, falou pra eu tomar banho e ficar no chuveiro jogando água. E, enquanto eu estava no chuveiro, ele já foi preparando o terreno para o parto. Algumas horas eu pedia pra ele ligar logo pra Rosana, mas decidimos esperar, porque não sabíamos quanto tempo ela teria que ficar com a gente, e deixá-la dormir e ficar descansada. Me lembro de ter perguntado para o Luis se ele ficaria bem se eu dançasse com a Rosana também (e eu dancei). Risos. Claro que ele deixou =P

Às cinco da manhã ligamos pra Rosana e falamos com ela. Ela então pediu pra eu voltar para o chuveiro, para ligar para a Ana Cris e que já chegaria em casa. Eu já tinha ido antes, já que a água alivia bastante a dor. Mas fui de novo, enquanto o Luis preparava o café da manhã, já que levaríamos a Lê na escola. E ligamos pra Ana Cris, que pediu que ligássemos de novo assim que a Rosana chegasse. Quando a Rosana chegou, eu estava com contracões muito próximas umas das outras, a cada 2 ou 3 minutos, e duravam cerca de 1 minuto a 1 minuto e meio, mas a dilatacão estava em 1cm, ou seja, o ritmo das contracões foi muito intenso desde o comeco. Quando a Ana Cris fez o exame de toque, deu uma ajudazinha no colo: o ritmo ficou mais lento e eu relaxei um pouco mais.

Nessa hora as contrações já estavam mais intensas, e só aí que a Suzie começou a me doular também. No comecinho ela ficava junto, mas só olhando.

Pouco antes das 7h a Rosana chegou. Conversamos um pouco e ela começou a marcar as contrações. Meu medo voltou, mas por outro motivo: eu não havia visto tampão nenhum sair e, na minha cabeça, ele tinha que sair pra eu poder entrar em trabalho de parto. Aí a Rosana me tranquilizou, dizendo que no parto da sua caçula, o tampão só foi sair quando ela já estava nascendo. Aí logo ela ligou pra Ana Cris.

Enquanto isso, entre uma contração e outra, ajudei o Luis nos preparativos da Letícia, que estava se arrumando pra ir pra escola: arrumei seu cabelo, passei o batom e, depois, ela montou em cima de mim, brincando de cavalinho, enquanto eu estava tendo uma contração... risos.
Letícia brincou bastante com a bola, que eu quase nem usei, preferi as massagens mesmo e ficar no sofá. Logo estava tudo pronto pra Lê ir pra escola, e lá seguiram Luis, Letícia e Suzie. Aí Rosana lembrou: “Cadê o U2?”. Putz, como posso ter esquecido de colocar? Aí coloquei logo, um CD bem bacana deles. E a trilha sonora foi todinha deles, como eu queria desde o começo.

Ana Cris chegou aqui por volta das 9h. A Rosana falou das contrações, como estavam e tudo o mais. Afinal, eu não entendo nada disso, elas tem mais experiência, não sabia em que estágio eu estava. Aí a Ana Cris me examinou, mas sempre com muito cuidado e SEMPRE pedindo permissão se podia, me deixando bem à vontade. Aí o danado do tampão saiu. Finalmente! Menos uma minhoca na minha cabeça.

Quando Luis chegou, Rosana e a Ana Cris foram buscar a banheira pra eu poder ficar lá e relaxar. Me lembro de elas entrarem e eu estar  de sutiã e falar “Ai, a porta! Os vizinhos!” e o Luis falou “Relaxa, duas são mulheres e um é velhinho” e a Ana Cris emendou “Se é velhinho, então você ainda vai dar mais 3 anos de vida pra ele, vai fazer é uma boa ação!”

Preparada a banheira, entrei. Como a água relaxa! Fiquei mais tranquila mas, ainda assim, não dispensava uma massagem nas costas pra ajudar (tava mais pra esmagamento nas costas, porque eu pedia pra fazer BEEEEEM forte – e a Rosana e o Luis revezavam. No dia seguinte, minhas costas doíam no lugar da massagem... risos).

A partir do momento que fui para a banheira, Suzie começou a ajudar mais também. A cada contração mais forte, lá vinha ela me encher de lambidas. Quando passava, ela voltava ao seu posto de observação, que era ao lado da Ana Cris, no sofá.

Ana Cris me examinou mais uma vez, pra ver como andava a evolução do parto. 4cm e batimentos cardíacos da Laura perfeitos. Tudo correndo bem, conforme o planejado. Além da banheira, eu também ia para a banqueta porque a posição vertical ajuda na dilatação e encaixe do bebê. Fomos tentando várias posições, só não fiquei andando. Eu queria mais era água, massagem, carinho e lambidas.

Foi chegando perto da hora de buscar a Lê, e decidimos deixá-la na escola mesmo (para o almoço ela já ficaria), porque ela iria querer ficar brincando e não teria como alguém brincar com ela. Lembro que Luis perguntou quando ela acharia que nasceria, e a Ana Cris falou que achava que seria lá pelo meio da tarde.

Logo eu já não estava mais no mundo real. Estava em um lugar chamado Partolândia, onde você não percebe o que acontece à sua volta, você fica num mundinho só seu. E, como não poderia deixar de ser, fala um monte de coisas sem sentido e asneiras. Nessa hora que fica engraçado para quem acompanha.

Seguem as frases que eu dizia enquanto estava neste lugar (relatadas pelo Luis e pela Rosana):

“Socorro Ana Cris!”; “Me ajuda, Rosana!”, “Eu tô exausta”; “Por que não acaba logo?”; “Ela não vai nascer mais!”; “Eu não tô conseguindo” (Nessa hora Ana Cris falou pra eu falar “Eu consigo” e mudei a frase).

Diálogos:
“Estou com medo”
“E o que falamos pra Lê quando ela tem medo?”
“Que tudo bem sentir medo”
“Então tudo bem você sentir medo”

“Ana Cris, faz vasectomia no Luis agora”
“Sim, eu o transformo num eunuco feliz, tá bom?”
Luis: “Mas você quer que ela corte tudo, Fu?”
“Não, as bolinhas não, só os fiozinhos”

Luis: “As crianças da escola estão fazendo o maior barulho”
“Vou mandá-las à merda”
“Vai na janela e grita, vai fazer sucesso”

Também pedia ajuda a Deus e, com certeza Ele ajudou.

Mais uma vez Ana Cris me examinou e eu já estava com quase 8cm de dilatação. Aí ela ligou para Ana Paula, neonatologista, para que viesse e, se bobeasse, ela chegaria com a Laura já nascida. Lembro que nessa hora eu pedia muita ajuda, dizia que estava cansada e tudo aquilo que escrevi lá em cima. E eu só ouvia o Luis atrás de mim, emocionado, e sem saber direito o que fazer (mas ajudou demais com as massagens, carinho e palavras de incentivo, assim como as meninas).

Um pouco mais e eu já estava pronta pra deixar a Laura nascer. Primeiro tentamos na banheira mesmo, que era o que eu queria no começo. Primeiro saiu a bolsa e eu lembro de ter ouvido uma das duas falarem “será que vai nascer empelicado?”, mas era só a bolsa mesmo. Ana Cris foi ajudando, ajudando aí falou pra eu ir pra banqueta, que seria mais fácil. Aí Luis ficou sentado atrás de mim, me dando apoio (físico e emocional), Ana Cris incentivando e Rosana fotografando. Nessa hora Luis deixou a Suzie no nosso quarto porque, como a Laura iria nascer JÁ, ela poderia ficar curiosa demais e ir cheirar tudo... risos.

Eu falava que não queria chorar e todos disseram que eu podia chorar à vontade, que isso faria bem, que ajudaria a espantar o medo. Aí, chorei todo meu medo e logo em seguida nasceu a Laura e quem chorou foi a Rosana (trecho escrito por ela).

Ana Cris colocou um espelho pra eu e Luis vermos: e lá estava a cabecinha aparecendo. Aí eu fiz força, muuuuuita força, e passou a parte mais difícil =P
Depois, mais uma força e Laura nasceu, de olhos abertos, atenta a tudo. Deu um gritinho. E logo veio pro meu colo. Não foi separada de mim. Ana Cris e Luis me ajudaram a ir deitar no sofá e lá ficamos, Laura e eu, ela mamando já, sem cortar o cordão. Aí sim, Suzie foi devidamente apresentada à maninha mais nova, que foi super bem-recebida com lambeijos nos pés minúsculos.


Ana Paula chegou um pouco depois da Laura nascer. Foi só então que o cordão foi cortado: Luis quem o cortou, enquanto ela mamava e eu comia. Só depois de um tempo é que ela foi pega para ser pesada, trocada. E eu também, fui ser examinada e coloquei uma roupa. Tive uma pequena laceração, que nem de ponto precisou. Eu estava ótima! Laura idem.

Logo depois de cortar o cordão, Luis foi pegar a Letícia na escola, que estava toda feliz por saber que sua irmã tinha chegado. E foi avisando a todos que encontrava na rua: “Laura nasceu!”. Chegou em casa e já foi ver a irmãzinha, com um sorrisão.

Nasceu pesando 2,990kg, às 14:44h, de uma forma humana, com respeito, carinho, em casa, em paz, como todos deveríamos nascer. Nada de furos, cortes, remédios, colírios, separação: só respeito e amor.
Posso dizer que permitir que Laura viesse ao mundo dessa forma lavou a minha alma depois da cesárea desnecessária pela qual passei para que a Letícia pudesse nascer. Foi libertador, eu pude confiar em mim, em meu corpo. Acreditar que eu conseguiria sim, que eu não tinha nenhum defeito de fábrica que não me permitia ter o parto que eu desejava.
Em todos os momentos fomos respeitados: pude comer, sentar, ajoelhar, ficar dentro d'água, fora dela, ficar junto de pessoas amadas, calor humano e canino. E ainda ouvindo minha banda preferida: U2 (foram dois CDs que tocaram: The Joshua Tree e The Best of 1980-1990. U2, agora, tem um significado todo especial pra mim). 
Se eu tivesse outro filho, seria dessa forma que ele nasceria, não imagino mais um nascimento ser de outro jeito. Só me arrependo de, na época da gravidez da Lê, não ter conhecimento dessa possibilidade, dessa forma linda de nascer, de ter acreditado que eu não podia. 

Só tenho que agradecer à todos: ao Luis por ter acreditado que o parto domiciliar era possível, ter apoiado essa escolha desde antes de engravidarmos e ter ficado ao meu lado sempre; à Rosana, doula-amiga-fotógrafa, que além de me ajudar nos momentos de medo, tirar um monte de dúvidas e me apoiar pra caramba, me encorajou a tirar sim fotos do dia, que eu me arrependeria (porque eu não queria foto nenhuma, mesmo), e se tornou uma amiga de coração; à Ana Cris, que também foi me dando a maior força mês a mês, a cada consulta, criando laços de amizade também não só comigo, como com a Letícia e o Luis; à Ana Paula, que veio de Campinas para cuidar da nossa pequena e nos ajudar a cuidar dela, tirando dúvidas e mais dúvidas, além de muitas dicas preciosas; à Letícia que, mesmo maluquinha e não ficando aqui, tem cuidado bem da irmãzinha (apesar dos ciúmes); por último, mas não menos importante, à Suzie, minha mini-doula, que não arredou o pé (no caso, a pata) do meu lado durante todo o processo, que fica ao meu lado enquanto cuido das pequenas, que deixou de comer enquanto eu estava em trabalho de parto, minha amiga de patas: especial mesmo! Obrigada, obrigada, obrigada!

Todos felizes e reunidos (só faltou o Luis, que bateu a foto). Suzie, Ana Cris, Letícia, eu, Laura, Ana Paula (agachada) e Rosana. Parabéns!


Abaixo, os relatos da Rosana e da Ana Cris, ambos publicados na internet.  


Com a palavra, Rosana Oshiro (doula): Esse não é um post comum, mas um post sobre amor, respeito, carinho, companheirismo e maternidade. =)

Esse post é sobre a chegada de uma linda princesinha chamada Laura, uma princesa que foi recebida em 05 de Setembro de 2012, no aconchego de seu lar, na Vila Gumercindo em São Paulo, da forma como toda criança deveria ser recebida a esse mundo.

Só para contar um pouquinho da história: a Fúlvia me procurou (indicada por uma amiga do FB) bem no comecinho da gravidez para me falar de sua insatisfação com o nascimento de sua primeira filha (que foi através de uma cesarea desnecessária) e que queria te toda forma um parto normal dessa vez, e eu me propus a ajudá-la.

Falei com toda franqueza sobre a atual situação dos hospitais de convenio (90% de cesareas) e que a melhor opção para quem quer um parto digno e de respeito no Brasil é o Parto Domiciliar, ela comprou a idéia na hora.

Na semana seguinte, ela fez contato com as parteiras que indiquei e logo marcamos uma visita a sua casa.

Conheci a Lelê e o Luiz, além da filha-canina Suzie. ;P

A Fú foi até minha casa com sua familia uma vez também e conheceu toda minha turminha. Criamos uma relação de amizade e foi muito, muito bom estar com ela nessa hora tão maravilhosa e inspiradora que foi o parto da Laura.

Eu quero agradecer imensamente a Fulvia, o Luiz, a Letícia, a Suzie e a Laura que me permitiram fazer parte de um momento tão intimo e tão emocionante, e o qual pude registrar com muito prazer.

Agradeço também a parteira Ana Cristina Duarte, realmente humana e humanizada, que lutou e luta tanto para que as mulheres sejam tratadas com respeito em seus partos e recebe os bebês sem esfregá-los, furá-los ou aspirá-los sem necessidade.

Abaixo um mini-relato feito pela própria parida hoje pela manhã. =P 
Desde o dia 4 eu comecei com algumas contrações fraquinhas, como cólicas mesmo, que se intensificaram às 11 da noite. Aí, claro, não dormi, pq elas vinham a cada 7 minutos. Às 5 da manhã, vindo a cada 3 minutos, ligamos pra Rosana Oshiro, que chegou aqui por volta das 7h. Cerca de 1h e meia depois chegou a Ana Cristina Duarte.

Depois de um início de trabalho de parto demorado, em 2h dilatei os 5cm que faltavam pros 10cm necessários, sem uso de ocitocina, nem nada!!!! Foi bem rápido o final, tanto que a Ana Paula Caldas chegou com a Laura já nascida hehehehe.

Não poderia haver equipe melhor pra nos ajudar a trazer essa pequenina ao mundo! E os habitantes da casa não deixaram a desejar também! Luis participou de tudo, me dava a mão, fazia massagem, dava beijo... Suzie, a cada contração mais forte que eu tinha, vinha me encher de lambidas. Já arrumei uma profissão pra ela: doula :) Acabamos deixando a Lê na escola, porque seria entediante pra ela não ter o que fazer (fora que no começo ela me usou como cavalinho, bem no meio de uma contração... foi tãããão agradável...rs).

Então foi isso, beeem resumidinho. Nasceu perfeitinha, às 14:44h, com 2,990kg, em casa, sem ser furada, espremida, retirada, separada... No conforto e na (relativa) paz do lar. Ao som de U2 hahahahaha. Mas não me perguntem qual a música que estava tocando: eu estava na famosa "partolândia".

Parabéns a equipe que nos ajudou e muito, muito obrigada por nos permitir viver tudo isso, a realizar esse sonho.

Com a palavra, Ana Cristina Duarte (obstetriz): Daí ela sentou na banqueta verde, e fez tanta força, tanta força, que não sobrou outra alternativa à Laura senão nascer. Às 14:44h nasceu no conforto de sua casa, branquela e loirinha como sua irmã. E a vida continuou naquele apartamento na Vila Gumercindo, com mais um bebê nascido em paz. Parabéns querida Fúlvia Andrade!!!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Tiradas da Letícia

Do alto dos seus 4 anos e meio, Letícia está com cada tirada de nos fazer rir aos montes (e também com umas malcriações de nos tirar do sério...). Seguem algumas delas:


1. Momentos antes de dormir, Letícia faz carinho e dá beijo na minha barriga. Aí me pergunta:
- Mamãe, é menino ou menina?
- Menina, filha, lembra?! É a Laura, sua irmãzinha.
- Ah, mas eu queria um irmão... quem vai ser o príncipe agora?
- O sapo, filha...
- Ah não, o sapo não fala e eu não quero outra princesa...
E começa o chororô... risos


2. Letícia e Luis, momentos antes de eu chegar em casa com a Suzie, no sábado de manhã: 

- Papai, arruma meu cabelo?
- Mas eu não sei, filha. Sua mãe que sabe.
- Papai, você não acha que já está na hora de saber fazer as coisas sozinho?

3. Eu e Luis assistindo um documentário no Animal Planet e a Lê fica na frente da TV. 

- Sai da frente, Lê.
- Papai, não é assim que se fala! Sem educação: é "dá licença".

4. Letícia brincando com o celular da titia solta a frase:

- Titia, eu gosto de você por causa do seu celular. Mamãe, papai, se vocês tiverem um celular igual ao da titia, vou amar vocês O.o

E depois, quando a titia foi embora:
- Mas eu preciso de um iphone!

Enquanto isso, nossa primogênita não dá nenhum trabalho... tem horas que eu dou graças a Deus pelos cães não falarem também... risos

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Novidades + divulgando coisas ótimas!

Antes de mais nada, feliz 2012!

Ando meio (muito) sumida, estou com várias ideias de posts para cá, sejam úteis sejam apenas coisas mais divertidas (como as pérolas da Letícia ou coisas que fazemos). Então, vamos fazer um resuminho das meninas =)

Suzie vai muito bem, obrigada! Tirou uns dias de férias da gente (e eu quase morri do coração), enquanto levávamos a Lê pra rever seus avós paternos e tios. Temos levado ela no Museu (quando o tempo deixa, né), onde ela corre, brinca, fuça, cheira, deita e treina um pouco.

Letícia se divertiu bastante desta vez, aproveitou muito mais que da outra. E já está na escolinha. Essa é a semana da adaptação, mas tá super tranquila. Segunda começa de verdade. Eu? Estou tranquila quanto a isso =)

O relacionamento das duas está ótimo! A Lê quer fazer tudo com a irmã; quando não posso dar atenção pra Suzie, ela que vai lá brincar; me ajuda com os treinos (adora usar o clicker!), fica triste quando a Su não sai com a gente. Muito legal de se ver. E a Su fica super relaxada ao lado da Lê, lambe, recebe beijos e carinhos, tá sempre do lado dela (e recebe todas as outras crianças do mesmo jeitinho - acho que fiz um ótimo trabalho com ela, que não tem medo e não apenas TOLERA, mas gosta de crianças).

Agora, a novidade. Dia 31/12 descobrimos que seremos pais de novo. A Lê diz que será uma irmãzinha e sempre me pergunta se vai demorar pra nascer. A Su fica mais por perto de mim. E eu fico enjoada a maior parte do dia...

Mas é isso. Logo, logo os palpiteiros de plantão vão começar a dar dicas e mais dicas de várias coisas "úteis", como ciúmes, reações agressivas, doenças que a Su vai passar pro bebê e toda a lenga-lenga de novo, que me deixa super feliz! E já tenho várias respostas atravessadas prontinhas para dar =P

E, como não poderia deixar de ser, tenho algo excelente pra compartilhar com vocês. Um texto MUITO LEGAL sobre uma moça com três filhos caninos à espera da filha humana e como ela, assim como eu, tem adaptado os três à nova rotina ANTES da chegada do bebê. Vale muito a pena ler, viu?! E que mais mulheres mães de cachorro não desistam desse título ao se descobrirem mães de gente também. Leiam aqui!

domingo, 6 de novembro de 2011

Passeio no Museu, nosso parque do coração

Desde que temos a Suzie vamos no Museu passear. Quando veio a Lê, continuamos indo: no começo ela ia no sling, apreciando a paisagem e ficando sempre juntinho da gente.

Seguem agora algumas fotos do nosso passeio pelo Museu, o parque que a gente mais vai, faz piqueniques e leva os amigos/parentes para uma visitinha básica de algumas horinhas... risos.

Letícia e Luis brincando de jogar bola

Letícia e Luis brincando de jogar bola (em outro ângulo)

O Museu visto pelo parquinho infantil

Caminho e meus três amores (reparem em como os postes de iluminação são lindos!)

Detalhe do poste de luz

Uma vista do Parque da Independência

Luis e Letícia brincando de bola

Suzie descansando depois da corrida

As meninas e eu vistas por trás...

... e agora pela frente

Bandeira do Brasil (eu acho ela linda!)

O Monumento... babo nele! Lindo demais, adoro vê-lo sempre que vamos por lá (só não tiramos foto do rio Ipiranga por ele ser muuuito feio... e foi ali que declararam a indepedência)

O fogo que nunca se apaga... é legal sentar lá e ficar observando... à noite então, é muito lindo

O Museu do Ipiranga propriamente dito, e seus jardins (onde brincamos de "lobo mau")

Museu com uma linda flor pra enfeitar

Os três nos jardins do Museu (e uma mãe com o filho brincando de esconde-esconde ao fundo)

Flores do jardim... margaridas

Flores do jardim... agapanto

Suzie fazendo pose igual ao leão do parque

Letícia imitando a manina... risos

Agora, a vez da leoa, mas desta vez, sentadinha

E no começo era assim, no sling...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Lê de bailarina

Depois de muito tempo sem escrever aqui, deixo com vocês um vídeo da pequena super feliz com sua roupinha de bailarina, que ganhou da avó.

Ano que vem ela vai fazer balé na escolinha e não vê a hora de poder começar. Enquanto isso, ela vai dançando em casa mesmo, imitando os passos da Angelina Ballerina.

Divirtam-se! Depois escrevo mais sobre as duas, coloco fotos, vídeos, ok?!


sábado, 13 de agosto de 2011

Chegou o bebê. E agora?

Está mais do que na hora de escrever por aqui temas mais úteis, digamos assim, mas intercalados com as histórias das meninas.

Vou escrever uma série de matérias aqui sobre crianças/bebês e cães.

É comum ouvirmos a famosa frase: "Estamos esperando um bebê e não sei o que fazer com meu cão. E agora?". O interessante é que o cão vive com ela há anos e, por que já mudou em relação a ele? Sei que muitas vezes a dúvida nem parte do casal: mas sim de parentes, amigos e inclusive de médicos e livros que começam a dar palpites e colocar medos e mais medos nestas pessoas. O que mais se escuta ou lê por aí, quando anunciamos a gravidez é: "livre-se do cão, ele transmite doenças para o bebê!", "ele vai atacar o bebê achando que é outro bicho", "vocês estão loucos! Imagine o trabalho em ter filho e cão ao mesmo tempo!".

Acredite: ouvimos estas frases inúmeras vezes. Inclusive deixamos de comprar livros sobre gravidez que falavam explicitamente: livre-se do seu animal, qualquer que seja ele. Livros assim são um desserviço!!

Quando decidimos ter um cão, devemos ser totalmente responsáveis por ele, sabendo que um dia teremos filhos, e cuidar dele até ele passar para a ponte do arco-íris. A vida está sempre mudando e não é ético nos livrarmos de nossos cães simplesmente porque vamos ter um bebê ou nos mudar. Não foram eles que escolheram morar conosco, e sim nós que escolhemos levá-los para compartilharmos a vida.

Minha família não são somente os humanos: os animais estão aí incluídos. Quando acontece algo que mude nossas vidas, nos adaptamos para que todos possamos viver bem: humanos e não-humanos.

Que tal então nos adaptarmos à chegada do bebê?

Primeiro de tudo, cuide da higiene. Escove o cão (ajuda a retirar os pelos mortos), banhe-o (não mais que uma vez na semana - o ideal é dar o menor número de banhos possível, dependendo do cão) e cuide de sua saúde.

Agora que o bebê chegou, deixe que ele cheire-o. Não há nada de errado em ele querer conhecer o mais novo membro da família. Se isolarmos o cão do bebê, aí sim os problemas podem começar, porque ele deixará de receber atenção a maior parte do tempo e associará isso com a chegada do bebê. A chegada do bebê e a sua presença devem ser algo extremamente bom para o cão! Quando você estiver com o bebê (trocando fralda, dando banho, amamentando), deixe o cão por perto, faça carinho, ofereça petiscos, interaja com ele também.

Haja normalmente, mude o menos possível a rotina. Seu cão tem costume de passear? Passeie com ele e com seu filho. Será um momento especial para ambos! Acredite: minhas meninas adoram passear juntas e é um momento especial em família. E as duas gostam de andar! No começo a Lê ia no sling, porque eu não gosto de andar de carrinho... risos.

Quanto à transmissão de doenças, é muito mais fácil seu filho pegar uma doença de alguém que foi à sua casa, dos amiguinhos da escola e nos passeios. Ou seja: é mais fácil ele pegar doenças de humanos do que do cão da família. Aliás, uma ótima notícia: o contato desde cedo com animais de estimação estimula o sistema imunológico do seu filho, tornando-o menos suscetível a alergias e problemas respiratórios.

Mas nunca se esqueça: supervisão SEMPRE!! Por mais dócil que seja o cão, ele é um cão. Não só ele pode machucar seu filho, como seu filho também pode machucar o cão.

Sempre premie o cão por se comportar bem perto do seu filho. Um bom treino para se fazer é o da caminha (clique aqui para saber como fazê-lo).

O convívio cão x criança tem tudo para dar certo quando fazemos o que é certo!

Letícia mais novinha brincando com a Suzie no sofá

Já maiorzinha, na grama, num dia bem quente, querendo brincar

Abraçada com sua irmã canina

domingo, 24 de julho de 2011

Brincadeiras e Atividades com Crianças e Cães

Esta semana escrevi um texto para o site Mãe de Cachorro, sobre brincadeiras e atividades para se fazer quando se tem filhos humanos e não-humanos na mesma casa e queremos que a diversão seja em família, e não apenas do lado humano ou não-humano.

Querem saber mais? Cliquem aqui e leiam o texto na íntegra.


terça-feira, 28 de junho de 2011

Recebendo os amigos... caninos!

Sim, até mesmo os amigos caninos já vieram nos visitar. E, sinceramente, quando se mora em uma casa, fica mais fácil você receber um peludo em casa enquanto o dono (no caso, a dona) precisa sair. Isso porque não é preciso sair para passear com todos: cães e criança.

No apartamento já havia recebido amigos com seus cães, mas ficávamos todos juntos. Já foram dois Whippets, dois Lhasas e um Pug. Mas não é esse o ponto do post.

Semana passada, há exatamente uma semana, recebemos a Tequilla, uma linda Golden Retriver de uma amiga nossa. Letícia já havia caído de amores por ela na visita que ela havia nos feito sexta passada, e tinha pedido pra Carol deixá-la aqui. Como eu não me importo (na verdade, eu AMO), lá veio ela passar uma manhã com a gente.

Adoramos! Suzie, que não é de brincar muito, também gostou da companhia. Foram algumas horas de sessão de bolinha, o suficiente pra Tequilla dormir embaixo da mesa enquanto almoçávamos. Sim, eu consigo cansar um Golden, cansar um Whippet (bem mais fácil), mas não consigo cansar a Letícia.

Foi tranquilo cuidar dela, foi divertido. Letícia adorou a amiga loira. E já pergunta quando é que ela virá de novo. Até pediu que eu bordasse uma Tequilla em ponto cruz pra ela, no que foi atendida (não prontamente, porque isso demora um pouco).

Fiquem com as fotos de uma manhã gostosa.

Suzie e Tequilla brincando

Letícia abraçando a Teqs

As duas brincando no velocípede

Teqs descansando um bocadinho

Ei? O que está acontecendo lá fora??

Farra na cama I

Farra na cama II

Brincando na sala

Lindas e loiras correndo no terraço

Tequilla em ponto cruz

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Ah, um quintal...

Muitos sabem do meu desejo de ter um quintal. Sempre gostei de quintal. Queria ter um para que as meninas tivessem um espaço a mais de lazer, para correr, brincar, tomar sol, relaxar, fazer piqueniques (estou devendo isso, tem feito muito frio. risos), ver a lua e o céu estrelado (e, mesmo no frio, fazemos isso), termos nosso cantinho pra fazer uma pequena horta (projeto em andamento). Enfim, ter mais espaço ao ar livre que não seja caminhar nas ruas e ir a parques que, aqui em Campinas, se resumem a idas à universidade, já que os parques daqui não permitem a entrada de cães, diferentemente do que estávamos acostumados em sampa.

Outra vantagem de se ter um quintal, e essa é para quem, como eu, não tem ajudante em casa: um excelente lugar pra se estender as roupas, e elas secarem incrivelmente bem em até 3 horas! Rá! Isso, confesso, eu não tinha no apartamento.

Nosso quintal tem bastante área cimentada, o que é ótimo para as articulações da Suzie (evita o desenvolvimento/aparecimento da tão temida displasia coxo-femural), gasta as unhas dela e tudo o mais. Para a Lê já é mais complicado, porque as quedas podem ser um pouco mais "machucantes" (ainda não houve quedas fenomenais, apenas pequenas). Mas tem também uma parte com grama (que precisamos aparar, ajeitar um canteiro pra horta e adubar) e um pé de acerola, que no momento não tem frutas, só ninho de passarinho.

Já presenciamos o nascimento de várias borboletas no quintal (e vimos várias taturanas, suas precursoras, por lá, me deixando com o maior cuidado com as brincadeiras das meninas para que elas não se queimassem). Andar de velocípede e jogar bola são coisas que a Lê mais gosta de fazer. Isso e me ajudar com a Suzie: os saltos através de arcos e a ensiná-la freestyle, que nada mais é dançar com o cão. Temos nos divertido.

Tem também um trabalhão acoplado. Isso tem me tomado bastante tempo, tanto que tenho ligado muito pouco o computador e entrado menos ainda na internet. Mas não é só porque o quintal está lá e precisa ser varrido e lavado (ocasionalmente). É porque também ele está lá pra ser desfrutado. De que adianta eu sempre ter sonhos de ter um quintal se deixo as meninas lá fora, brincando nele, e eu fico aqui, no computador? E de que adianta ter filhos para deixá-los "largados", se virando, se estou aqui, presente? Estes tempos não passam... Não, isso não é uma despedida: vou continuar dando minhas voltas virtuais, vendo meus seriados, escrevendo para amigos, batento papos virtuais com eles, mas não com tanta frequência. Também não se pode abandonar, menosprezar os amigos, eles fazem parte da nossa vida. Ah sim, outro motivo do meu sumiço são os dias de cochilo da Lê que tem diminuído consideravelmente... se ela cochilar dois dias na semana, me considero no lucro!

Pode-se dizer que temos três quintais, mas ficamos mais no do fundo que na frente ou na lateral. É mais privado e dá pra jogar bola, brincar de cabo-de-guerra, correr, pular, relaxar sem perigo de uma Whippet alucinada achar legal pular o muro/bater na cerca elétrica e nem da pequena Lê sofrer uma queda do velocípede na lateral (que é inclinada e termina em um degrau) ou no terraço (que tem escadaria e, apesar de ter uma grade que isola o terraço da mesma, ela sabe abrir e deixa aquilo aberto porque "é mais legal").

Terraço

Quintal dos fundos (agora está sem nenhum matinho, está limpinho)

Quintal lateral (praticamente está a mesma coisa, mas tem uns feijões plantados e não tem mais a hera na grama)

PS: Estas fotos foram feitas quando tínhamos acabado de fechar contrato no aluguel da casa mas não havíamos mudado ainda. Fico devendo fotos atuais das meninas e da gente também simplesmente porque não acho o carregador das pilhas... risos.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Voltando e visita de amigos

Depois de mais de um mês sem escrever nada, estou de volta. As meninas devidamente instaladas, os pais nem tanto, mas estamos de volta e tentando fazer o certo, como todos os pais e mães de gente e de cachorro (gato, peixe, passarinho etc).

Há um tempo, cerca de duas semanas depois de nos mudarmos, uma amiga nossa veio nos visitar. Já fazia um ano, ou mais, que não a víamos pessoalmente, e adoramos a visita. A levamos para passear no único lugar que dá pra levar a Suzie, pra podermos curtir todos juntos.

Onde as meninas entram na história? Bom: a Letícia não deixou a Tati em paz... risos. E a Suzie... bem, a Suzie continuou sendo a Suzie.

Todos nós fazendo pose pra foto (depois de várias tentativas...)

E pra quem estava com saudades das frases, seguem algumas:
" Mamãe, quero voltar pra São Paulo. Aqui tem banheiro demais..."
" Eu sou a melhor amiga da Tati, da Suzie, da mamãe e do papai."
" Eu estou escrevendo uma carta pra Tati. Não sei o que estou escrevendo, mas é uma carta pra Tati."

PS: Ao ver a foto que ilustra o post, ela deu um gritinho: olha eu com a Tati!! risos.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Volto logo...


Pessoal, quero dizer que precisarei dar um tempo no blog por tempo indeterminado. Iremos nos mudar (conseguimos uma casinha pra morar agora, depois de 5 meses de procura) e ficaremos sem telefone e sem internet até que seja tudo devidamente instalado.

Neste meio tempo, escreverei coisas para, assim que possível, publicar aqui no blog.

Coisa rápida, coisa de mudança mesmo. A partir de amanhã já estaremos incomunicáveis, virtualmente falando. Desejem-nos sorte. Até a volta que, espero, será breve.

Coelhinho da Páscoa que trazes pra mim?

A Páscoa começou cedo pra Letícia.

Na última quinta-feira, na evangelização infantil do centro, ela ganhou orelhas de coelhinho e alguns bis e bombons, que estão intactos ainda!! Não que ela não possa comer, ela pode, mas moderadamente. Quem é que vive só de chocolate, não é mesmo? E olha que ela gosta bastante de chocolate. Mas já entende que não é pra abusar.














Detalhe: nos passeios com a Suzie, ela faz questão de usar as orelhas. A Suzie? Bom... a Suzie acha que é pra brincar e fica sempre atrás da Lê cutucando, pra ver se é de verdade... risos.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Pérolas, o retorno

Anotei algumas pérolas da Letícia e divido com vocês.

Cena 1
Tio Mick - Letícia, o papai tem cabelo?
Lê - Não.
Tio Mick - Você consegue imaginar o papai com cabelo?
Lê - É.
Tio Mick - E como era o cabelo do papai?
Lê - Pouco.

Cena 2
A Letícia brinca de falar AI quando alguém lhe dá beijo ou manda beijo. Um dia, meu pai veio me dar um beijo e eu, pra brincar, falei AI. A Lê olhou pro meu pai e disse:
- A mamãe é uma frescurenta, né?!

Cena 3
Na cozinha, com a vovó Eleni:
Lê - Vovó, quero surpresa.
Vó - Qual?
Lê - Uva passa. Depois, me dá a outra surpresa, o chocolate, que você foi muito boazinha e comprou pra mim.

Cena 4
Indo passear com as meninas pouco antes do almoço, digo pro Luis que vou só até a casa do Amigo e comento:
Eu - Nem sei o nome dele, mas falo que é Amigo.
Lê - Claro que você sabe, mamãe! O nome dele é Labrador!
PS: A raça dele é Labrador mesmo, tá.

domingo, 10 de abril de 2011

Mudança


Ainda não estamos adaptados com a vida na nova cidade. Sentimos falta dos nossos passeios em família, já que aqui os parques não aceitam a presença de cães. Nossos passeios em família acabam sendo somento com a família humana, deixando de lado uma parte importante dela: a Suzie.

Isso não quer dizer que antes só fazíamos passeios que incluíam a Suzie. Mas tínhamos a opção de levá-la ou não. Aqui só há uma opção: deixar a Suzie.

Ultimamente tenho sentido falta disso: da nossa rotina de ir aos parques de fins de semana, todos juntos, fazendo pique-niques, ficando até tarde olhando o movimento das pessoas; andar por avenidas; a diversidade de coisas para se fazer. Aqui nossa diversão tem sido levar a Lê nos shoppings. Não é de todo ruim, mas não há um parque como os quais estávamos acostumados, com gramado pra correr e sentar embaixo das árvores para comer, conversar, ver as pessoas e outros cães.

Confesso que está sendo difícil, muito difícil. E minha cabeça está cheia de dúvidas; não sei mais se fizemos o certo ou se estamos insistindo em algo que não tem futuro. Não sei. A única coisa que sei é que sinto falta da nossa vidinha simples e de não ter somente shopping como diversão.

Foto: as meninas em uma de nossas muitas idas ao Museu...